Vidigueira: Presidente da Câmara ameaçado por casal.


Autarca foi ameaçado de morte por casal que queria casa. O Ministério Público acusa os arguidos de sete crimes contra presidente e mulher.

O presidente da Câmara Municipal de Vidigueira e a sua mulher foram alvo de ameaças por parte de um casal que pretendia que a autarquia lhes facultasse uma habitação social naquela vila.

As ameaças ocorreram tanto no interior do edifício do Município, como à porta da habitação de Rui Raposo, na localidade de Vila de Frades, que dista cerca de 3 quilómetros da sede de concelho.

Os factos ocorreram no Verão de 2018, depois dos arguidos, ele de 42 anos e ela de 39 anos, terem sido informados, em dias de atendimento social, de que o Município não dispunha de habitações para ceder a munícipes. Ainda assim, o casal regressou em dias que não existia atendimento, pretendendo ser recebidos pelo autarca, o que não sucedeu.

Em face dessas recusas foram feitas ameaças, segundo o despacho de acusação do Ministério Público (MP) do Tribunal de Cuba a que o Lidador Notícias (LN) teve acesso, no interior do edifício camarário e na presença de diversos funcionários, tendo sido proferidas as seguintes expressões: “dou um tiro no presidente”, “mato o presidente”, “vou buscar a espingarda e mato-os a todos”, “sei onde ele mora”, “sei quem é a família dele”.

Não satisfeitos com a situação, num domingo à tarde, o casal dirigiu-se à habitação de Rui Raposo, onde este se encontrava com a mulher e a filha menor e, depois de baterem à porta exigiram falar com o edil. Como lhes foi dito que este não estava, os arguidos, alternativamente, à mulher de Rui Raposo, proclamaram repetida a expressão: “cuidado que já sabemos onde moram e que têm uma filha”.

Face a estas práticas, o Procurador do MP de Cuba, acusou os arguidos na prática, em co-autoria material de seis crimes de coação agravada, na forma tentada, na pessoa do presidente da Câmara Municipal de Vidigueira e um crime de ameaça agravada, na forma consumada, na pessoa da mulher da autarca.

O casal vai ser julgado com recurso a um Tribunal Coletivo, incorrendo em penas de prisão superiores a cinco anos, aguardando o julgamento em liberdade sujeito à medida mínima de coação, o Termo de Identidade e Residência (TIR).

Teixeira Correia

(jornalista)


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