Tecnocrónica (Opinião de Ademar Dias): inovação, internet, avanços e recuos.


Começamos por falar de inovação em Portugal.

Ademar Dias

jornalista

Rádio Horizonte Algarve/ Tavira

Os dados de dois novos estudos coordenados pela Agência Nacional de Inovação destacam que, apesar de Portugal ter um número significativo de instituições de ensino superior, centros de investigação e unidades de investigação com gabinetes de valorização do conhecimento, ainda há grande margem de progresso para traduzi-lo em inovação.

O primeiro dos estudos destaca que o quadro de recursos humanos destas estruturas é altamente qualificado, com uma taxa de doutorados de 25%. Mas, são poucos os colaboradores com formação nas áreas de gestão e finanças e mais de 40% das pessoas não têm qualquer experiência empresarial, uma situação que dificulta o diálogo e as relações como o tecido empresarial.

Além disso, o modelo de financiamento continua muito dependente dos apoios públicos, um valor que se situa na ordem dos 40%.

Já o segundo estudo, centrado nas spin-offs e startups nacionais de base académica, indica que há uma concentração mais significativa no setor das TIC, perfazendo 40% da diversidade setorial das 104 organizações inquiridas. Deste universo, as startups têm um “peso” maior (50%) face às spin-offs (33%).

Alargamos a escala.

A Internet continua a crescer e o número de utilizadores no mundo já chegou aos 4,66 mil milhões.

O relatório é deste mês de janeiro de 2021, e aponta também para a existência de 5,22 mil milhões de utilizadores com dispositivos móveis (smartphone e telemóveis).

Ora, se estimativas de julho de 2020 apontavam para uma população global 7,8 mil milhões de pessoas, então mais de metade do mundo está ligado.

Outro dado relevante mostra que só nas redes sociais existem 4,2 mil milhões de utilizadores. Percebe-se claramente a preferência dos utilizadores da Internet, certo?

A Netflix vai começar a testar uma nova funcionalidade em equipamentos Android. Trata-se de um temporizador que vai permitir programar o serviço de streaming para desligar automaticamente.

E a empresa assume que a sua chegada a outros equipamentos depende do sucesso do teste.

Assim, com este temporizador vai poder programar o Netflix para desligar automaticamente, depois de 15, 30 ou 45 minutos, tal como já é possível fazer em todas as televisões desde há muitos anos. Assim que o tempo chegar ao fim, a app faz parar a transmissão ao permitir que o ecrã se apague por inatividade, após alguns minutos.

Serve para poupar a bateria do seu aparelho e “proteger o sono” de quem adormece enquanto assiste a séries e filmes no seu tablet ou smartphone, ou mesmo “proteger” essas mesmas pessoas que minutos/horas depois acordam perante um qualquer spoiler da sua série ou filme.

A Google anunciou o encerramento dos estúdios internos que havia formado para desenvolver títulos exclusivos para o seu serviço Stadia. Ao desinvestir no desenvolvimento de jogos, a Google vai passar a focar-se apenas no desenvolvimento do serviço de streaming propriamente dito.

“Criar os melhores jogos de raiz leva vários anos e é um investimento significativo e o custo está a aumentar exponencialmente. Dado o nosso foco em construir a tecnologia da Stadia assim como em aprofundar as nossas parcerias, decidimos que não vamos continuar a investir em levar conteúdo exclusivo da nossa equipa interna de desenvolvimento Stadia Games & Entertainment além dos jogos planeados a curto-prazo”, adiantou o vice-presidente da divisão Stadia, Phil Harrison.

Não está a ser nada fácil a vida da Google no campo dos videojogos.


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