Tecnocrónica (Opinião/Ademar Dias): patentes, phishing e novidades com outros serviços.


No ano passado, o Instituto Europeu de Patentes (IEP) recebeu 249 pedidos de registo com origem em Portugal, um número que significa uma queda de 8,5% face a 2019 e que põe fim a um ciclo de dois anos de crescimento das submissões de origem nacional.

Ademar Dias

Jornalista

Rádio Horizonte Algarve/ Tavira

Os dados constam do Index de Patentes 2020 e também revelam que, por áreas, as tecnologias médicas, com um crescimento de 31,8%, farmacêutica (44,4%) e biotecnologia foram as mais visadas pelas inovações submetidas ao IEP, a partir de Portugal, mas também foram estas as áreas que mais cresceram no registo de inovações, um pouco por toda a Europa.

Mobiliário e jogos e tecnologias de computação destacam-se entre os domínios onde os pedidos de registo de patentes europeias foram feitos a partir de Portugal.

Segundo a Kaspersky, em 2020 foram identificados cerca de 430 milhões de tentativas de ataques de phishing a nível global. No que diz respeito aos países mais afetados, o Brasil, com 19,94%, lidera o top 10 com o maior número de vítimas afetadas. Portugal surge logo no segundo lugar, com 19,73% do total de ataques. Apesar de serem os países mais afetados, Brasil e Portugal registaram descidas de 10% e 6%, respetivamente, em relação a 2019.

O relatório refere ainda que o aumento dos ataques de spam e phishing em 2020 deve-se à transição massiva para o teletrabalho e comunicações online por causa do isolamento da pandemia de COVID-19.

Outras estatísticas apontadas pelo relatório referem que a maior parte do spam teve origem na Rússia, num total de 21,27%. O email contribuiu com 50,37% do spam, ainda que tenha registado um declínio de 6,14% face ao ano anterior. A família de malware trojan-win32.agentb foi o mais utilizado nos ataques. E as lojas online foram as principais vítimas dos ataques, somando 18,12%.

O Instagram anunciou uma nova medida que pretende aumentar a segurança dos utilizadores mais jovens, impedindo que se tornem alvo de adultos desconhecidos. De acordo com o The Verge, a nova medida impede que adultos enviem mensagens diretas a adolescentes que não os sigam.

Além desta medida, que deve impedir que os adolescentes tenham contacto não solicitado com adultos desconhecidos, o Instagram também vai introduzir um novo alerta de segurança.

A ideia passa por encorajar os adolescentes a refletirem na mensagem que estão prestes a enviar, impedindo que se coloquem em risco, isto no caso do adolescente que tome a decisão de enviar uma mensagem direta a um adulto “que exiba comportamento potencialmente suspeito”.

Agora a Netflix. É comum a todos que a partilha de passwords da Netflix é mais do que uma mera tendência, uma vez que o controlo não é (nada) apertado.

A Netflix quer acabar com essa prática e já começou a testar um sistema para inviabilizar o serviço para pessoas que não estejam a cumprir os termos do serviço.

De acordo com a BBC, alguns utilizadores depararam-se com a seguinte mensagem ao abrir a Netflix: “Se não vives com o dono desta conta, precisas de tua própria conta para continuar a ver”. A verificação é depois feita por um código, enviada por texto ou email para o dono da conta.

A Netflix confirma que “o teste está desenhado para ajudar a garantir que as pessoas a usar contas Netflix estão autorizadas para tal”. Ainda assim, o teste parece ser bastante fácil de contornar, visto que basta pedir o código ao dono da conta (e normalmente as pessoas só partilham contas Netflix com pessoas que conhecem).

E para acabar… o cinema! Mas ainda sem sugestões…

O plano de desconfinamento recentemente apresentado pelo Governo aponta a abertura das salas de cinema para o dia 19 de abril.

Obviamente a abertura vai depender de como correm as várias fases de desconfinamento planeadas pela tutela, logo, resta esperar que os números da pandemia não aumentem para que a abertura seja uma realidade.

Para terminar ficam aqui alguns dados apresentados pela PricewaterhouseCoopers que revelou que as receitas globais do cinema desceram 66% em 2020 devido à pandemia.

 


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