Tecnocrónica (Opinião Ademar Dias): ciberataques, apps, mercados e rankings.


Um estudo da Marsh Portugal concluiu que os ataques cibernéticos, a pandemia e os surtos e a instabilidade política ou social são os principais riscos apontados pelas empresas portuguesas para 2021.

“As empresas portuguesas destacaram como o seu principal risco para 2021 os ataques cibernéticos (67%). O cenário de ameaças cibernéticas tem evoluído rapidamente, reforçado pela pandemia, o que leva as empresas a procurarem respostas mais céleres para lidar com estas exposições”, lê-se no estudo.

Assim, “é crucial” que as empresas garantam formação aos seus trabalhadores, de modo a acompanharem o ritmo da digitalização e a adaptarem as suas operações às novas tecnologias, refere a empresa que opera no setor da corretagem de seguros e consultoria de riscos.

Para além dos já destacados, entre os riscos identificados seguem-se a recessão, eventos climáticos extremos e a crise financeira/crises fiscais.

E de facto, Portugal foi alvo de ciberataques e espionagem, “persistentes, tecnologicamente avançadas, de origem estatal” com o objetivo de roubar informação classificada, com valor político e económico, de acordo com o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) de 2020.

“Observa-se um aumento da espionagem através de ameaças persistentes, tecnologicamente avançadas, de origem estatal, direcionados a importantes centros de informação do Estado”, revela o documento.

O RASI refere ainda que “determinados atores estatais” continuaram a desenvolver campanhas de ciberespionagem para tentar “sabotar, destabilizar e afetar a credibilidade de entidades e indivíduos a nível global”, mas com particular foco nos países do espaço Euro-Atlântico.

O relatório tece ainda críticas à legislação referente à retenção de dados em vigor, que considera ser “um obstáculo à recolha e à preservação da prova”, neste tipo de investigações.

A Google anunciou o lançamento de uma nova app criada com o objetivo de ajudar os utilizadores a organizarem os seus documentos. A app chama-se Stack e foi desenvolvida pela divisão incubadora da tecnológica, a Area 120.

Com a Stack é possível fazer ‘scan’ a um documento presente numa fotografia para que este fique armazenado na app, avança o GadgetsNow. Além disso, a Stack será capaz de sugerir uma categoria para a digitalização do documento, indicando se se trata de uma identificação, um recibo ou de uma conta.

Por enquanto a app só está disponível nos EUA e apenas para dispositivos Android mas, tendo em conta a utilidade da Stack, é possível que venha a chegar a outros territórios.

O mercado global de bens tecnológicos de consumo cresceu 2% em 2020, impulsionado por uma elevada procura de produtos inteligentes. De acordo com os dados da GfK Portugal, o setor teve um desempenho melhor que a média, registando um crescimento de 24% no mercado, através de um estudo feito a sete países da União Europeia: Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Espanha, Holanda e Bélgica.

Este mercado sofreu um forte impulso à boleia do confinamento imposto pela pandemia de COVID-19. Por exemplo, a venda de produtos eletrónicos controlados pela voz disparou quase 61% em 2020, sendo este um dos segmentos mais vendidos do ano.

“A pandemia é a grande impulsionadora de uma digitalização acelerada em casa dos consumidores. A tendência de trabalhar em casa e estudar em casa deu origem a uma procura por produtos tecnológicos, gerando um crescimento de 19% para produtos de Smart Entertainment & Office nos mercados da UE7”, refere a GfK Portugal.

A Metacritic publicou uma nova tabela onde revela qual foi a melhor editora de videojogos de 2020, tendo por base a qualidade dos títulos lançados ao longo de 12 meses.

Assim, a melhor editora, tendo exclusivamente por base as pontuações dos títulos que lançou, foi a Sega. A casa da franquia Sonic teve um forte ano de 2020, uma vez que a editora japonesa lançou uma grande variedade de títulos, tais como Yakuza: Like a Dragon, Puyo Puyo Tetris 2, Persona 4 Golden para PC e A Total War Saga: Troy. Segundo as contas do Metacritic, 95% dos jogos lançados pela Sega foram bons.

O segundo lugar da tabela também é para uma editora menos conhecida, a Annapurna Interactive, Esta é uma editora que se dedica à distribuição de pequenas / médias produções, no entanto, os resultados mostram que qualidade não falta.

Em terceiro lugar temos outra companhia japonesa, a Capcom, casa de títulos como Street Fighter ou Resident Evil.


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