Covid-19: Autarcas descontentes com metodologia de contagem de casos positivos.


Os presidentes da Câmara de Moura e Odemira reúnem com Primeiro-ministro por videoconferência na manhã desta terça-feira.

Agastados com a nova metodologia de cálculo dos casos de covid-19, que passou a ser aplicada pela Direção-Geral de Saúde (DGS), os presidentes das Câmaras de Moura e Odemira vão transmitir esse desagrado a António Costa..

Álvaro Azedo defende que “os concelhos com menos população são prejudicados e por mais dois ou três casos pode-se para um escalão e maior risco”, lembrando que Moura desde quinta-feira registou 9 novos casos “muito dificilmente não atingiremos os 32 e ficamos de novo acima dos 240 casos por 100 mil habitantes”, resumiu. Na sexta-feira e no sábado foram vacinadas pessoas com a segunda dose e ontem (segunda-feira) e hoje vai ser ministrada a primeira toma a vários cidadãos.

No caso de Odemira, o presidente da autarquia alinha pelo mesmo diapasão: “metade da nossa população é composta por imigrantes, que contam para os casos positivos, mas não contam para o total da população e as contas ficam desvirtuadas. Continuamos a protestar contra a forma de cálculo”, revelando José Alberto Guerreiro que está em curso uma testagem massiva “com cerca de quatro mil testes a serem realizados em empresas hortofrutícolas do concelho”, rematou.

Por seu turno Paulo Arsénio, presidente da Câmara de Beja, cuja situação é menos complicada do que nos outros dois concelhos do distrito, justificou que para já “a situação não é alarmante, mas é difícil encerrar alguns locais de passeios higiénicos”, defendendo que as pessoas “têm que se consciencializar que devem passar mais tempo em casa e menos na rua”, concluiu.

Numa altura em que o país está divido em níveis de risco de contágio da Covid-19, a Direção-Geral da Saúde (DGS) deu a conhecer, esta segunda-feira, os números concretos por concelho.

A DGS optou agora por utilizar uma nova metodologia e os dados agora apresentados referem-se à Incidência Cumulativa a 14 dias de infeção por SARS-CoV-2/ COVID-19 corresponde ao quociente entre o número de novos casos confirmados nos 14 dias anteriores ao momento de análise e a população residente estimada, por concelho, a 31 de dezembro de 2019, pelo Instituto Nacional de Estatística, IP. Habitualmente é expressa em número de casos por 100 000 habitantes.

Quatro concelhos do distrito de Beja com 0 casos. Incidência cumulativa a 14 dias (17 a 30 de março de 2021)

Grupo de Incidência 1- Menos 20 casos (5): Alvito, Barrancos, Mértola e Ourique, todos com 0 casos e Vidigueira com 18 casos. Grupo de Incidência 2- De 20 a 59 casos (5): Serpa (28 casos), Almodôvar (30), Aljustrel (36), Cuba (44) e Castro Verde (56). Grupo de Incidência 3- De 60 a 119 casos (1): Ferreira do Alentejo (76 casos). Grupo de Incidência 4- De 120 a 239 casos (1): Beja (134 casos) e Grupo de Incidência 5- De 240 a 479 casos (2): Odemira (316 casos) e Moura (474).

São 26 os concelhos acima do limiar de risco de incidência da covid-19 (a semana passada eram 32), que podem não avançar com o desconfinamento (o que deve incluir também vários concelhos limítrofes) a 19 de abril caso a situação se mantenha na próxima avaliação do Governo, segundo o boletim epidemiológico divulgado.

Teixeira Correia

(jornalista)


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