Beja: Estação de Manutenção de aeronaves emprega 40 pessoas.


Airbus A-321 da Hi Fly, é a primeira aetonave que está a ser alvo de operações de manutenção no hangar da MESA, onde trabalham 40 pessoas, das quais, 25 são da região.

Quatro dezenas de trabalhadores, entre pessoal mecânico, engenharia, secretariado e coordenação, estão a laborar no hangar da Estação de Manutenção de aviões localizado nos terrenos do Terminal Civil Aeronáutico (TCA) de Beja.

Dos 40 trabalhadores que a MESA emprega, 25 são oriundos da região, sendo que 15 saíram do primeiro curso de formação promovido pela própria empresa no decurso do ano passado. A restante dezena e meia de profissionais, considerados como “Seniores”, dada a sua especialização no sector vieram da região de Lisboa e muitos deles já alugaram ou compraram habitação em aldeias próximas de Beja, onde se fixaram com as famílias.

Também um dos hotéis da cidade, desde o início da construção do edifício em março de 2019, que é beneficiário direto do investimento, já que vários dos seus técnicos utilizam a unidade para dormidas e refeições.

O edifício industrial onde se localiza a Estação de Manutenção é propriedade da MESA-Aircraft Maintenence & Engineering, empresa subsidiária da companhia aérea portuguesa Hi Fly e os terrenos onde está sediado, pertencem à ANA-Aeroportos e foram concessionados por um período de 40 anos.

As operações de manutenção tiveram início na passada terça-feira quando o primeiro avião, um Airbus A-321 da empresa-mãe Hi Fly, entrou no hangar, para receber trabalhos de manutenção. A entrada da primeira aeronave acontece depois do licenciamento por parte das entidades aeronáuticas competentes, na sequência dos testes realizados durante a primavera e o verão de 2020, que aprovaram a infraestrutura.

Paulo Arsénio, presidente da Câmara de Beja, esteve no local quando se procediam aos primeiros trabalhos de manutenção do A-321 e considerou que “o dia 12 de janeiro de 2021 fica assinalado na história da manutenção de aviões no hangar e na infraestrutura aeroportuária da cidade”, tendo revelado que durante o mês de fevereiro a MESA “prevê ultimar os projetos de arquitetura e especialidade da segunda fase do hangar, para estar concluída em 2023”, rematou.

Nos próximos meses de fevereiro e março a MESA prevê o preenchimento de mais uma dezena de postos de trabalho, resultantes de um segundo curso de formação a realizar nas suas instalações em Beja, já que a sede da empresa fica na Quinta de Figo Maduro, junto ao aeroporto de Lisboa.

Quando estiver completa a segunda fase do hangar, a construção dos escritórios na sua envolvente numa área aproximadamente com 5.000 m/2, o valor total do investimento será de 30 milhões de euros, altura que que deverá ter um total de 150 postos de trabalho diretos.

Teixeira Correia

(jornalista)


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