Beja: Apoio de emergência aos lares custará mais de 127 mil euros/mês à autarquia.


Para apoiar a Mansão de São José e o Centro Paroquial do Salvador a autarquia contratou empresa de serviços e vai gastar 127.500 euros/mês.

A Câmara Municipal de Beja contratou uma equipa de 50 ajudantes de lar a uma empresa de prestação de serviços para assegurar a manutenção do apoio e cuidados aos utentes infetados da Mansão de São José e do Centro Paroquial e Social de Salvado-Pólo II.

No caso da Mansão, há 40 trabalhadores daquela empresa a cuidar de 54 utentes, dois dos quais negativos, que foram transferidos no passado dia 17 de outubro para um edifício da Base Aérea (BA) 11, em Beja, enquanto que os restantes 10 estão deslocados no Centro do Salvador.

Ao Lidador Notícias (LN), o presidente da Câmara de Beja, justificou que “a contratação das 50 pessoas, custa 127.500 euros por mês”, recordando tratar-se de uma situação extrema derivada da pandemia “a autarquia substituiu-se às instituições na contratação de meios indispensáveis ao regular funcionamento e assistência urgente dos utentes”, rematou.

No caso da BA11, Paulo Arsénio justificou que “os trabalhadores ficarão até sair o último utente, cessando aí a prestação de serviços”, revelando que “no final do processo vamos falar com as instituições beneficiárias, com vista a sermos ressarcidos das verbas, sob pena de em futuros casos não termos meios financeiros para ocorrer a eles”, concluiu.

Na manhã do passado domingo, militares da Unidade de Emergência Proteção e Socorro (UEPS) da GNR, procederam à desinfeção parcial do lar da Mansão de São José, nos quartos dos utentes que foram transferidos para a BA11. Numa segunda intervenção, aos quartos que agora estão ocupados pelos utentes que ficaram na instituição, será feita a restante descontaminação do espaço.

Recorde-se que a BA 11 disponibilizou o seu Centro de Acolhimento Covid-19 para receber mais de meia centena de utentes da Mansão de São José. O coronel Paulo Costa, comandante da unidade frisou que “esta foi a forma de estar ao lado da comunidade”, justificando que apesar de ser um edifício do final dos anos 60, “tem uma configuração que se ajusta, com 44 quartos duplos, tendo sido feitas adaptações nas casas de banho e duches”, concluiu.

Por seu turno, o presidente da Câmara, justificou que “mais do que facilitar, veio resolver todo um problema. Foi a solução referencial mais rápida para cumprir a determinação da autoridade de saúde”, rematou.

A Base Aérea 11, começou a funcionar em 1964, tendo celebrado no passado dia 21 de outubro, o quinquagésimo sexto aniversário.

Teixeira Correia

(jornalista)


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