Alqueva: Associação de Proprietários e Beneficiários preocupados com EFMA.


A Associação de Proprietários e Beneficiários de Alqueva (APBA) emitiu um comunicado onde afirma que “o Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva (EFMA) está em perigo”.

No documento, a APBA, presidida por José Cavaco Rodrigues vem a público “na defesa dos legítimos direitos dos seus regantes e de todos os compromissos já assumidos”, justificando que “é com grande preocupação” que chamam a atenção para as novas solicitações que estão a avançar no terreno relativas à utilização da água de Alqueva.

A APBA justifica que estão em marcha três possíveis desvios de água da albufeira alentejana:
1- Levar água para o Algarve através de uma captação no Pomarão, que só será viável aumentando a libertação de água das albufeiras de Alqueva e Pedrógão.
2- Permitir a Espanha, aumentar e legalizar a captação ilegal existente no Pomarão. Da forma como as negociações parecem ser conduzidas pelo Ministério do Ambiente, é o que vai acontecer num futuro próximo.
3- Aumentar o volume de água afeto ao Perímetro do Caia, através de uma captação no Guadiana a montante de Alqueva.

Para o presidente da APBA, ao Governo “não chega atingir os cerca de duzentos mil hectares a regar por Alqueva com o volume de água previsto para os cento e vinte mil hectares inicialmente aprovados”, justificando e recordando José Cavaco Rodrigues que “o sucesso deste investimento público”, nunca antes conseguido na história do regadio em Portugal, “só foi possível graças ao investimento também assegurado por todos nós, Regantes de Alqueva, em tempo recorde”, rematou.

Cavaco Rodrigues sustenta de que para o Governo “parece não ser o suficiente” para que assegure a manutenção das condições previstas para o Empreendimento, “que fundamentaram os nossos investimentos”, conclui.

Segundo a APBA, já não parece ser relevante para o governo, “garantir a água necessária para o sucesso deste grande projeto nacional e para o sucesso dos investimentos feitos”, deixando no ar a dúvida de que “parece querer mais, sem acautelar os riscos para o sucesso dos investimentos públicos e particulares já realizados”, sustenta. 
“Não tenho muitas dúvidas de que, se o governo teimar em não ouvir os riscos destas decisões para o EFMA, isto só pode correr mal”, acusa José Cavaco Rodrigues.  

Teixeira Correia

(jornalista)


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