Vidigueira: Mulher sofreu golpe “mata-leão”, mas recusou depor contra o arguido.

Foi agredida de várias formas, cuspida na cara e sofreu um golpe de “mata-leão”, mas em tribunal não depos contra o ex-companheiro que a violentou durante mais de dois anos.

A mulher que sofreu um golpe de “mata-leão” infringido pelo então seu companheiro e pai do seu filho de três anos, recurso ontem depor como testemunha de acusação, contra o arguido, tendo também recusou aceitar qualquer indemnização caso o seu agressor fosse condenado.

Ouvida por videoconferência a partir do Tribunal de Setúbal, a mulher usou da faculdade que a lei lhe confere por ser familiar direto do arguido, para não prestar quaisquer esclarecimentos sobre as agressões de foi vítima entre 6 de setembro de 2017 e 30 de janeiro de 2020.

O mesmo sucedeu com outra testemunha, que também foi agredida pelo arguido no decurso de uma concentração motard em Vidigueira, localidade onde o arguido vivia com a vítima, que acabou por retirar a queixa e pouco esclareceu sobre as agressões que viu o indivíduo desferir sobre a companheira.

Mas o arguido, de 25 anos, residente em Vidigueira e em prisão preventiva no Estabelecimento Prisional de Beja, também não agiu de outra forma, tendo-se remetido ao silêncio perante o Coletivo de Juízes do Tribunal de Beja, onde começou a ser julgado pelos crimes violência doméstica e homicídio qualificado na forma tentada, perpetrado com a sua companheira e mãe de um filho do casal e um crime de ameaça agravada, na forma consumada, contra uma amida desta.

Na madrugada de 30 de janeiro do corrente ano, quando foi detido pelo GNR, o indivíduo ficou agastado com o facto da companheira estar num bar, dirigiu-se a ela e aplicou-lhe um golpe conhecido como “mata-leão”, tendo a intervenção de um cliente evitado que a mulher fosse morta.

Teixeira Correia

(jornalista)

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