Fª Alentejo: GNR impede passeio de bicicleta no troço da A26 fechado ao trânsito automóvel.

“Operação de controlo de tráfego rodoviário” da GNR inviabilizou a entrada de um grupo de dez ciclistas que queria fazer um passeio no troço da A26 encerrado ao trânsito automóvel.

Cerca de uma dezena de militares do Destacamento Territorial de Aljustrel, impediram esta manhã que um grupo com uma dezena de ciclistas pudesse levar a efeito “um passeio reivindicativo” para exigir a abertura de um troço com cerca de 10 quilómetros da A26, entre a Malhada Velha, no concelho de Ferreira do Alentejo e o nó de Grândola Sul da A2, que custou 50 milhões de euros e está concluído há dois anos e ainda encerrado ao trânsito automóvel.

Os militares da GNR “estavam” na rotunda de acesso ao troço a levar a cabo “uma operação de controlo de tráfego rodoviário”, mandando parar os condutores e a inspecionar documentos e viaturas. Quando os ciclistas chegaram e pela voz do dinamizador da iniciativa, Carlos Azedo, professor da Escola Secundária de Serpa, fizeram saber ao comandante da força presente, Capitão Jorge Massano, “a vontade de passar as barreiras” que fecham o troço foram informados que “não é possível circular no mesmo por estar encerrado e muito menos de bicicleta”, justificou o oficial.

O dinamizador da iniciativa fez saber que “cumprimos as vossas indicações. Estamos aqui para reivindicar a abertura do troço. Faça saber aos seus superiores que voltamos cá no próximo dia 28 de setembro”, rematou.

Instado a comentar a impossibilidade de entrar no troço, o professor justificou que “não foi uma vinda inglória. O dia está ganho pela visibilidade da reivindicação. Não somos 10, somos uma carrada deles”, concluiu.

Florival Baioa, coordenador do Movimento Beja Merece +, esteve presente e falando à dezena de ciclistas afirmou que “só conta quem está, quem não veio não veio. É uma usta reivindicação. As pessoas têm muita dificuldade em dar a cara”, lamentou.

O grupo dirigiu-se depois até ao Canal Caveira, onde terminaram o passeio e se refrescaram. Antes de partirem Carlos Azedo disse em tom de graça ao oficial da GNR: “os senhores estão a cumprir a vossa missão. Podem ir ao Canal Caveira que estarão sete refrigerantes pagos à vossa espera”, rematou.

O passeio teve início em Serpa, às 07,00 horas, com o Carlos Azedo a sair da tua terra, uma hora e meia depois, parou na Rotunda da Força a Aérea, em Beja, onde “recolheu” mais alguns aderentes ao protesto, estado a chegado ao troço da A26 um pouco antes das 11,00 horas.

Teixeira Correia

(jornalista)

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