TECNOCRÓNICA (Opinião de Ademar Dias): jovens e o digital, pirataria e outros temas.

Quanto mais os jovens usam o Instagram e o Facebook, menos dormem. Esta é uma das conclusões do mais recente estudo publicado na Acta Paediatrica.

Foram inquiridos 5.242 estudantes, entre os 11 e os 20 anos de idade (no Canadá) e a análise permitiu concluir que 63,6% dormiam menos do que o recomendado, sendo que 73,4% dos estudantes reportaram ter usado as redes sociais, pelo menos, uma hora por dia.

Mais do que relacionar a utilização das redes sociais com as horas dormidas, o estudo refere mesmo que primeiras andam a roubar, indevidamente, tempo às segundas. Mais, os resultados indicam ainda que as horas de sono entre os estudantes diminuem à medida que o tempo dedicado a navegar nas redes sociais aumenta.

Passamos agora para um estudo da rede social Badoo, citado pelo Metro UK, que aponta que os millennials passam cerca de 10 horas por semana em aplicações móveis de encontro à procura da sua cara-metade. O estudo analisou dados de cinco mil pessoas com idades compreendidas entre os 18 e os 30 anos.

Segundo o estudo, os homens são quem passa mais tempo nestas plataformas digitais, ocupando, em média, cerca de 85 minutos por dia. As mulheres ficam perto, com 79 minutos por dia, mas lideram no que ao número de acessos diários diz respeito (dez e nove, respetivamente).

A investigação revela ainda que os acessos mais certeiros acontecem às sete da tarde de domingo.

De notar que o análise incide particularmente nas aplicações móveis e plataformas digitais e não nas interações sociais reais.

Um outro estudo volta a colocar a pirataria na ordem do dia.

Esta nova análise académica, publicada no jornal Information Economics and Policy, mostra que, afinal, o download ilegal de música até pode aumentar as vendas de alguns músicos.

De acordo com o estudo, os cantores e as bandas com uma popularidade mais mediana ganham com a pirataria da sua música.

A investigação teve por base dados de um BitTorrent privado que compreende 250 mil álbuns e mais de cinco milhões de downloads. Estes dados foram comparados com os números da Nielsen SoundScan sobre as vendas de CD nos Estados Unidos.

Ficou provado que tanto as vendas digitais como físicas aumentam. Já o mesmo não se verifica com os músicos e bandas mais famosas. Neste caso, as vendas são prejudicadas pelos downloads ilegais.

Um estudo que demonstram que os efeitos da pirataria não são assim tão uniformes.

Dados da GFK, recolhidos em 75 países, mostram que comprar um smartphone ficou mais caro e há diferenças assinaláveis em vários campos.

Segundo o estudo, o preço médio dos telefones, em todo o mundo, subiu para os 328 dólares no final de 2017.

O preço médio de venda de um smartphone variou entre os 645 dólares da Ásia desenvolvida, onde se inclui a Austrália, Hong Kong, o Japão ou Taiwan, e os 183 dólares da Ásia emergente, com países como a India, Cambodja, Malásia e Tailândia.

No ranking daqueles que pagam mais por um smartphone está a Europa Ocidental, em segundo, com um preço médio de 446 dólares, e os Estados Unidos, em terceiro, com um valor médio de 417 dólares.

E por aí? Acompanha esta tendência?

No cinema, com o início do mês de fevereiro chega às salas o filme “A Forma da Água” (“The Shape of Water” no título original).

Esta película realizada por Guillermo del Toro apresenta-nos uma fábula de outro mundo, passada na América de 1962, com a Guerra Fria em pano de fundo.

A história de “A Forma da Água” leva-nos a um laboratório secreto de alta segurança do governo onde trabalha, a solitária Elisa (Sally Hawkins), presa numa vida de isolamento. Mas a vida de Elisa muda para sempre quando ela e a sua colega Zelda (Octavia Spencer) descobrem uma experiência secreta.

Michael Shannon, Richard Jenkins, Michael Stuhlbarg e Doug Jones completam o elenco.

Trailer em https://www.youtube.com/watch?v=YcdZpFiOfrs

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