TECNOCRÓNICA (Opinião de Ademar Dias): internet, redes 4G e redes sociais na ordem do dia.

Está a diminuir o número de pessoas que afirmam que a internet tem um efeito positivo.

Ademar Dias

Jornalista

Rádio Horizonte Algarve/ Tavira

O último relatório da Pew Research revela que apenas 70% dos inquiridos adultos acredita que a internet tem um efeito positivo, menos que os 76% que haviam dado a mesma resposta em 2014. A tendência manifesta-se também nos adultos mais velhos, com 64% a responder que a net era positiva quando em 2014 a percentagem estava nos 78%.

A certeza que temos é que a forma como a internet é vista tem mudado ao longo dos últimos anos, sendo que capacidades de comunicação e informação instantâneas ainda são valorizadas pela maioria.

E em relação ao 4G? Como estamos em Portugal? Pagamos mais ou menos do que o resto do mundo?

Dados de um estudo da Rewheel, sobre os preços praticados para o acesso à internet em dispositivos mobile num conjunto alargado de países, colocam Portugal entre os países da UE e da OCDE onde os preços do acesso mobile à internet são mais elevados.

O estudo foca-se na quantidade de gigabytes em rede 4G que se consegue comprar por valores entre os 5 e os 80 euros nos países que compõem a União Europeia e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico.

E o que se descobriu? Enquanto na Estónia, Dinamarca, Holanda, Finlândia ou Bulgária se consegue ter acesso ilimitado a dados 4G por 30 euros, Portugal surge na cauda dos países da OCDE com a oferta de 3GB pelo mesmo valor. Atrás, apenas o Canadá, Hungria e Coreia do Sul com 2GB, e a Grécia e Malta que não tem oferta para o respetivo valor.

Avaliando os gráficos do estudo, Portugal apresenta-se como um dos países a praticar preços mais elevados. A isso deve-se o facto de haver apenas três operadores de telecomunicações, comparativamente a outros mercados com quatro, como a França, que faz os preços baixarem.

O Instagram é a pior rede social para a sua saúde mental.

O alerta chega por parte de Vikky Ryall, diretora da Fundação Nacional para a Saúde Mental dos Jovens, na Austrália, especificando que a “proliferação incessante de imagens em muitos casos ‘perfeitas’ afeta sobretudo os mais novos, que estão mais vulneráveis e predispostos a quererem alcançar ideais de perfeição que são falsos”.

Mais… a Sociedade Real Britânica para a Saúde Pública realizou um novo estudo #StatusofMind (#EstadodaMente), que reitera essas e outras preocupações. Os investigadores entrevistaram 1500 jovens, de idades compreendidas entre os 14 e os 23 anos, sobre como o Instagram, o Snapchat, o Twitter, o Facebook e o YouTube impactam na sua saúde mental.

Os resultados averiguados revelaram que o Instagram é de facto a rede social mais prejudicial, especialmente para as mulheres mais jovens. A famosa aplicação digital destacou-se pela sua habilidade para filtrar quaisquer imperfeições, o que pode por sua vez deixar os seus utilizadores a sentirem-se ansiosos, deprimidos, sozinhos e frustrados.

Avançamos para outra marca que está regularmente neste espaço, o YouTube.

Susan Wojcicki, CEO do YouTube, revelou que a plataforma tem 1.8 mil milhões de espetadores mensais inscritos.

Tal número diz apenas respeito aos utilizadores que têm conta no YouTube, pelo que é expetável que o verdadeiro número de espetadores seja ainda maior.

Wojcicki adiantou que estão prometidas novas ferramentas e construção de infraestruturas para ajudar a tornar a plataforma mais segura.

“É incrivelmente importante para mim e para todos no YouTube que cresçamos de forma responsável. Não há um guia para como as plataformas abertas como a nossa devem funcionar… O que eu penso sobre isso é que temos de estar do lado certo da História”, afirmou Susan Wojcicki, diz o Engadget.

Agora uma curiosidade… a disquete pode ser um símbolo universal mas dois terços dos jovens participantes num inquérito não sabem o que é uma disquete.

A disquete pode ser um símbolo universal em software para guardar informação mas, segundo o inquérito da YouGov, dois terços dos 2.011 jovens entre os 6 e os 18 anos de idade não a conhecem.

O estudo teve o objetivo de verificar a familiaridade dos mais jovens com tecnologia mais antiga, revelando haver outros dispositivos e tecnologias em risco de ‘extinção’.

Das 12 tecnologias/gadgets, foram o retroprojetor (usado muitas vezes em escolas), o teletexto e o ‘pager’ os menos conhecidos entre os inquiridos, sendo que o telemóvel, o telefone rotativo e a câmara continuam a ser os mais conhecidos.

Terminamos com a habitual sugestão de cinema e apresentamos uma comédia disfuncional com um toque de terror.

O filme “Cuidado com a Mamã e Papá” (“Mom and Dad” no título original) conta com realização de Brian Taylor e conta com atores como Nicolas Cage, Selma Blair e Anne Winters como principais destaques do elenco.

A película aborda uma epidemia de origem desconhecida que faz com que pais e mães de todo o mundo ataquem violentamente os seus próprios filhos. Subitamente, sem razão que o justifique, começam a suceder macabros assassinatos de crianças, jovens e adultos pelas mãos dos progenitores. Em pânico, mas empenhados em proteger-se mutuamente da fúria dos seus pais, os filhos vão encher-se de coragem e resistir às piores 24 horas das suas vidas…

Aqui está o trailer: https://www.youtube.com/watch?v=nVO8SyRHxa8

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