TECNOCRÓNICA (Opinião de Ademar Dias): dependência da net, stress e algo nos videojogos.

Começamos na Rússia, o que pode levantar algumas dúvidas quanto ao que aqui vamos adiantar, pelo menos aos olhos dos mais céticos.

Segundo um grupo de especialistas da Universidade de Kazan, a dependência da internet e redes sociais é um problema atual e bastante grave, que atinge a população mais jovem com uma extensão desmedida.

O estudo incidiu sobre jovens entre os 14 e os 19 anos de várias instituições de ensino e avança que o principal motivo por que muitos se tornam dependentes é pela facilidade com que qualquer jovem se pode tornar mais interessante e necessitado nas redes sociais do que na vida real, apoiando-se nos chats online e outros meios.

Regina Sakhieva, coautora do estudo, refere que muitos dos jovens admitem tal dependência, mas ainda assim não conseguem sair do problema.

E o que fazer? Os investigadores sugeriram a criação de um programa de prevenção a este vício que se prevê ter efeito com base na autorregulação, pensamento crítico e autogestão da informação partilhada que será trabalhada pelos jovens a par de especialistas certificados.

O Journal of Social Psychology deu conta de um estudo que concluiu que sair do Facebook durante cinco dias tem um efeito direto nos níveis de cortisol, a chamada “hormona do stress”.

De acordo com a investigação da Universidade de Queensland, os níveis de cortisol descem quando um utilizador se mantém afastado da rede social. A conclusão surgiu após terem sido recrutados 138 utilizadores ativos, dos quais 60 foram aleatoriamente escolhidos para cortar qualquer contacto com a plataforma durante um período de cinco dias. Os restantes 78 continuaram a utilizar o Facebook normalmente.

Depois deste processo, Eric Vanman, responsável pelo estudo, inquiriu os participantes acerca dos seus níveis de satisfação com a vida, stress, disposição e sentimento de solidão, antes e depois da experiência. Os níveis de cortisol, que estão diretamente relacionados com o stress, também foram comparados em ambas as fases do estudo.

Os dados recolhidos indicam que a pausa no Facebook teve consequências negativas e positivas para os participantes, mas Vanman concluiu que as descobertas feitas pelo seu grupo indicam, de forma inequívoca, que, de tempos a tempos, devem ser feitas pausas no Facebook.

Voltamos agora a falar do portal WiFi4EU que, depois de vários adiamentos, foi lançado há cerca de duas semanas para dar aos municípios a possibilidade de fazerem o registo antes da abertura das candidaturas, que deve acontecer a 15 de maio.

Os últimos números partilhados pela Comissão Europeia indicam agora que mais de 10.800 municípios já fizeram este registo que é essencial para se poderem candidatar.

Com o projeto WIFI4EU pretende-se instalar hotspots em espaços públicos de forma a que todos possam aceder livremente à internet já a partir de 2020. Os parques, praças, hospitais, centros de saúde, edifícios públicos, museus e bibliotecas, mas também estações de comboios e autocarros, poderão assim permitir o acesso gratuito a residentes e não residentes, com um processo de autenticação simples, sem publicidade e com proteção dos dados pessoais.

A fonte é o Eurogamer, que apresentou 10 benefícios para a saúde causados pelos videojogos.

Já sabíamos que não era só malefícios, mas agora os mais céticos podem ficar com uma luz do outro lado da barricada.

Sem explicações, avançamos simplesmente a lista:  os videojogos fazem melhores cirurgiões; combatem a dislexia; são uma enciclopédia histórica; pode ser um ginásio caseiro; podem ajudar a visão; podem ajudar a lidar com vícios; são forma de combate ao stress; podem reverter o processo de envelhecimento; podem ajudar a aliviar a dor; e em 3D podem aumentar a capacidade de memorização.

Para quem quiser saber mais aqui fica o link: https://www.eurogamer.pt/articles/2018-04-04-beneficios-videojogos

Ainda nos videojogos, dados do Matchmade revelam que o jogo Fortnite ultrapassou oficialmente Minecraft como jogo com mais visualizações no YouTube, deixando bem atrás a concorrência mais direta, como PUBG, tanto em termos de espetadores como de frequência de upload.

O sucesso pode ser atribuído a vários fatores, como por exemplo a existência do jogo agora em todas as grandes plataformas (PC, consolas e até dispositivos móveis), mas sobretudo pelo estatuto free-to-play do seu modo Battle Royale. A facilidade desempenha, então, um papel fundamental neste registo.

Por seu turno, Ryan Wyatt, do YouTube, adiantou que Fortnite detém o “recorde do YouTube para mais vídeos de um videojogo colocados na plataforma num único mês.”

E por agora já se fazem contas ao próximo recorde, a saber, atingir o pico de contagem de espetadores de Minecraft.

No cinema, chega agora às salas a continuação da aventura “Pacific Rim”.

“Batalha do Pacífico: A Revolta” (“Pacific Rim: Uprising” no título original) leva-nos para o conflito global entre monstros de destruição maciça de outro mundo e super-máquinas pilotadas por humanos, construídas para os eliminar.

Nesta segunda entrega, John Boyega é o rebelde Jake Pentecost, um outrora promissor piloto Jaeger cujo lendário pai deu a vida para garantir a vitória da humanidade contra o monstruoso “Kaiju”. Para além do ator que conhecemos da saga “Star Wars”, esta película realizada por Steven S. Deknight conta ainda com Charlie Day e Scott Eastwood no elenco.

Espreite o trailer em https://www.youtube.com/watch?v=Fgv61hit4b0

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