TECNOCRÓNICA (Opinião de Ademar Dias): ciberataques, covid e “kids”.

Segundo o estudo EY – Pesquisa Global sobre Segurança da Informação (GISS, na sigla inglesa), que inclui 20 organizações do escritório de Portugal (que abrange Angola), apesar do risco acrescido, apenas 36% das iniciativas de negócio suportadas por tecnologias admitiram incluir as equipas de segurança desde o início dos projetos.

Ademar Dias

Jornalista

Rádio Horizonte Algarve/ Tavira

No último ano, 23% dos ciberataques foram perpetrados por grupos de crime organizado.

Já os grupos ativistas, acrescenta a EY, foram responsáveis por 21% dos ataques de cibersegurança bem sucedidos, uma subida significativa quando comparados os dados com os do estudo do ano anterior, em que apenas 12% dos entrevistados considerou os ativistas como os causadores mais prováveis de um ataque.

A Google revelou que, por dia, são enviados mais de 18 milhões de e-mails de ‘phishing’ relacionados com esquemas da Covid-19. De acordo com a tecnológica de Mountain View, estes e-mails “usam medo e incentivos financeiros para criar urgência e levar os utilizadores a responderem”.

A gigante tecnológica nota que nestes e-mails os responsáveis fazem passar-se por organizações conhecidas para pedir doações aos internautas, levando-os assim a instalarem software malicioso que pode agregar os seus dados privados.

Além destes e-mails de ‘phishing’, a Google revela também que todos os dias são enviados mais de 250 milhões de e-mails sobre a Covid-19 considerados ‘spam.

Mark Zuckerberg anunciou que a empresa tecnológica vai tomar medidas extra para garantir que os utilizadores da rede social estão devidamente informados sobre a pandemia de Covid-19.

A ideia é avisar os utilizadores da plataforma digital se estes interagiram com notícias falsas sobre a doença, seja lendo ou partilhando estes conteúdos nos vários serviços do Facebook. Mais ainda, a rede social vai passara a reunir artigos de organizações independentes destinados a desmentir mitos sobre o novo coronavírus.

“Nesta crise uma das minhas prioridades é garantir que vejam informações precisas em todas as nossas apps. Espero que fiquem seguros, saudáveis e informados”, pode ler-se na publicação partilhada pelo fundador e CEO do Facebook.

Continuamos com o Facebook que anunciou que vai fazer chegar a sua app de mensagens dedicada a crianças, o Messenger Kids, a 75 novos países. Apesar da empresa não ter revelado quais serão os territórios, é provável que Portugal esteja na lista.

Esta versão do Messenger foi desenvolvida para crianças com menos de 13 anos, permitindo aos pais mais ferramentas para supervisionar a utilização da app de mensagens.

Entre as grandes novidades está o Supervised Friending, que dá aos pais a capacidade de permitir aos filhos que aceitem rejeitem, adicionem ou removam contactos. A ideia é que os pais sejam notificados de cada passo que os filhos dão e, caso não estejam de acordo, possam intervir de acordo.

Seguimos com os menores, “kids”, em linha de conta.

A plataforma TikTok alterou as medidas de segurança a nível global e agora todos os utilizadores menores de 16 anos não vão poder enviar ou receber mensagens privadas sob nenhuma circunstância.

De acordo com a BBC, um regulador britânico chegou à conclusão que no ano passado 13% dos utilizadores tinham idades compreendidas entre o 12 e 15 anos.

Todos os que tenham menos de 16 anos vão receber uma notificação na qual é dito que vão perder o acesso às mensagens privadas a partir do dia 30 de abril.

No entanto, resta impedir que os jovens mintam sobre a idade neste tipo de plataformas.

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