TECNOCRÓNICA (Opinião de Ademar Dias): aumentos e apps de videochamadas e videoconferências.

Nas últimas semanas a DNS.pt registou um “crescimento muito significativo” do número de registos dos domínios .pt, com valores a rondarem os 49% face ao ano passado. A tendência é uma resposta à COVID-19 e à transição de mais negócios para o online.

Ademar Dias

Jornalista

Rádio Horizonte Algarve/ Tavira

o ano passado o .pt já era um dos domínios de topo de um país que mais crescia na Europa. Em 2019 foi atingido um novo record com 121.359 domínios registados. Agora, e com mais empresas e negócios a mudarem para a internet para contornarem os efeitos do confinamento que resulta da pandemia da COVID-19, essa aceleração está a sentir-se com mais intensidade.

A fasquia está agora em mais de 1.250.000 domínios registados no domínio de topo português.

A venda de computadores portáteis, ‘tablets’, ‘desktops’ e impressoras também disparou.

Entre 13 e 19 de abril verificou-se um aumento de 48% na venda de bens tecnológicos, face à mesma semana de 2019, revelam dados da GFK Portugal.

A empresa reporta aumentos nas vendas de 481% de impressoras multifunções, de 351% de computadores portáteis, de 137% dos ‘tablets’ e de 118% dos ‘desktops’.

A razão deste aumento, segundo a empresa de estudos de mercado, é o isolamento social por causa da doença covid-19, o ensino à distância e o teletrabalho.

O Messenger ganhou uma funcionalidade que permite videochamadas com até 50 participantes, de nome Messenger Rooms. O objetivo passa por tornar a app de mensagens do Facebookn num rival à altura de propostas como o Zoom.

Segundo a Time, o Messenger Rooms não exige uma conta de Facebook e será um serviço gratuito sem limite de tempo de utilização. “Todos os produtos [já disponíveis] estão sobretudo focados em empresas e achámos que havia a capacidade de fazer algo no espaço do consumidor. [O Messenger Rooms] foi feito para ser mais casual. Nem tudo tem de ser planeado anteriormente”, pode ler-se no comunicado de Mark Zuckerberg.

O plano do Facebook é que, eventualmente, os utilizadores se possam juntar a conversas no Messenger Rooms a partir do WhatsApp e Instagram. O Messenger Rooms será lançado faseadamente aos vários mercados ao longo do tempo.

Por seu turno, a Google anunciou que vai disponibilizar, ao longo das próximas semanas, a plataforma de videoconferência Google Meet de forma gratuita. O serviço, até agora, estava apenas disponível a clientes empresariais e escolas.

Em comunicado, a tecnológica refere que o Meet “foi projetado, construído e funciona para ser seguro em grande escala”, salientando que desde janeiro assistiu-se a um pico diário de utilização da plataforma ao “crescer 30 vezes”.

“Este mês está a receber três mil milhões de minutos de videoconferências e a acrescentar três milhões de utilizadores todos os dias”, acrescentou a Google.

“Hoje, estamos a tornar o Google Meet – o nosso produto de topo de videoconferência – gratuito para todos e com a sua disponibilização a acontecer ao longo das próximas semanas”, refere a empresa.

O arranque da expansão da plataforma a todos está prevista “a partir de 4 de maio” e será gradual.

Já o WhatsApp revelou que a disseminação de mensagens “altamente reencaminhadas” sofreu uma redução de 70%, o que significa que as medidas implementadas pela empresa estão a surtir efeito.

No início do mês, o WhatsApp decidiu permitir que os utilizadores da app partilhassem mensagens com um utilizador ou grupo de cada vez. Anteriormente era possível partilhar com até cinco pessoas/grupos. A nova medida pretendia aumentar a eficácia no combate à desinformação e às notícias falsas.

“Esta mudança está a ajudar a manter o WhatsApp um local para conversas pessoais e privadas. O WhatsApp está comprometido em fazer a sua parte para combater mensagens virais”, pode ler-se no comunicado partilhado pelo WhatsApp com o TechCrunch.

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