TECNOCRÓNICA (Opinião/ Ademar Dias): balanço ao ransomware, descobrir música e mais tecnologia.

O ano de 2017 terminou e é tempo de fazermos contas ao ransomware.

Ao longo do ano passado foram atacados cerca de 950 mil utilizadores individuais, valor que representa um decréscimo face aos 1,5 milhões de 2016, de acordo com os dados da Kaspersky Lab. No entanto, segundo indica o relatório da empresa de segurança informática, aumentou a tendência crescente de infetar empresas através de sistemas de ambientes de trabalho remoto.

Os dados anuais dão conta de que cerca de 65% das empresas afetadas por ransomware em 2017 perdeu o acesso a uma parte importante ou à totalidade dos seus dados, e uma em cada seis das que reconheceram ter pagado, nunca recuperaram os seus dados. Estes números são consistentes com os referentes a 2016.

O primeiro sistema operativo desenhado pela Apple vai estar disponível gratuitamente em 2018. A interface criada pela Apple goza o estatuto de raridade, não se tratasse do OS integrado no primeiro PC com rato da Apple, o aparelho que precedeu o primeiro Mac. Mas agora uma iniciativa do Museu da História do Computador vai trazer o passado para o presente.

Atualmente, se tiver curiosidade em experimentar o sistema operativo as soluções mais práticas prendem-se com emuladores. No entanto, já este ano chega a publicação do código-fonte do OS que integrava o computador a que a Apple chamou Lisa.

A gigante de Cupertino já garantiu que vai rever o programa, mas Al Kossow, curador do museu norte-americano, afirma que tudo vai ser disponibilizado gratuitamente.

Do passado para o futuro, mas um futuro que muitos querem no presente.

O primeiro carregador sem fios à distância foi aprovado nos EUA, chama-se WattUp e consegue carregar dispositivos eletrónicos num raio de 4,5 metros.

O carregador, que já recebeu aprovação da FCC, entidade reguladora norte-americana, opera num diâmetro de 9 metros, permitindo que dispositivos eletrónicos carreguem via wireless.

De acordo com o Engadget, o transmissor da empresa converte eletricidade em ondas radio e envia-a para até um raio de 4,5 metros, carregando qualquer equipamento que tenha um recetor. O WattUp consegue carregar vários dispositivos em simultâneo.

Aqui fica o vídeo demonstrativo: https://www.youtube.com/watch?v=e0LAzFB0Qh8

Agora falamos de eSports, uma indústria que hoje em dia já envolve milhões de euros, jogadores profissionais e centenas de milhões de espetadores por todo o mundo.

Segundo o relatório da SuperData, os eSports atingiram em 2017 receitas na ordem dos 1.5 mil milhões de dólares (o equivalente a 1.2 mil milhões de euros, receita que deve aumentar 26% até 2020, com o número de espetadores a crescer 12% todos os anos.

Por outro lado, patrocínios e publicidade ajuda ao investimento e também à profissionalização dos jogadores e das respetivas equipas.

A popularidade é crescente e já levou o Comité Olímpico de Paris a considerar tornar os eSports uma modalidade oficial na edição dos Jogos Olímpicos de 2024, uma decisão aguardada com expetativa.

Por cá, alguns clubes de futebol estão já criar as suas próprias equipas de eSports.

Na música, e sem muita conversa, apresentamos um site que funciona como um mecanismo de busca de música que pode ajudá-lo a encontrar novos artistas tendo como base os seus gostos.

No Gnoosic (http://www.gnoosic.com/) tem que preencher uma a três dos espaços com os nomes de bandas ou músicos que já conhece e gosta e, com base nas suas respostas, o site indica um artista aleatório.

Depois, o utilizador vota a dizer se gostou, não gostou ou não conhece para que o Gnoosic possa ser mais eficaz nas sugestões musicais.

Gratuito e de fácil utilização. Fica a recomendação.

E para terminar avançamos para o cinema com o filme “Um Desastre de Artista” a chegar às salas nacionais.

James Franco é o realizador desta película que mistura comédia e drama e onde o próprio contracena com o irmão (Dave Franco), entre outras estrelas conhecidas do grande público.

Trata-se da história verídica do excêntrico cineasta de Hollywood, Tommy Wiseau, um artista cuja paixão era tão sincera quanto os seus métodos questionáveis.

Baseado no Best-seller de Greg Sester, “Um Desastre de Artista” é uma agradável e hilariante reflexão de que existe mais do que uma maneira de nos tornarmos uma lenda e que não existem limites para o que conseguimos atingir quando não temos qualquer ideia do que estamos a fazer.

Trailer em https://www.youtube.com/watch?v=TcjQAZUN06U

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