Porco Alentejano: Setor reclama apoios em Portugal no “Dia do Porco Alentejano”.

O Dia do Porco Alentejano assinala-se hoje em Montemor-o- Novo, com uma conferência comemorativa dos 25 anos da ANCPA- Associação Nacional dos Criadores de Porco Alentejano, onde se debate o presente e o futuro do setor. O ministro da Agricultura, Luís Capoulas Santos, participará no evento.

PorcoAlentejano_800x800A produção de Porco Alentejano está em alta e os criadores procuram valorizar a raça através da venda para mercados externos, mas consideram que as mais-valias dependem muito da instalação de indústrias transformadoras em Portugal. O Porco Alentejano é um património cultural, gastronómico e genético, com elevado valor na preservação do ecossistema do montado e na fixação das populações ao Interior.

Estima-se que existam em Portugal cerca de 50.000 porcos de montanheira, ou seja, criados em regime extensivo nos montados e alimentados a bolota. A crise económica originou um decréscimo da produção, devido à retração do poder de compra dos consumidores, mas também falhas na legislação sobre rotulagem não fomentaram o consumo sustentado deste tipo de produtos.

O máximo histórico de 7.000 porcas reprodutoras, em 2007, não voltou a ser atingido, mas desde 2013 que se assiste a uma recuperação do efetivo. Em 2015, estavam registadas 6.500 porcas em Portugal, das quais 4.000 nas explorações dos associados da ANCPA.

«O principal desafio dos criadores é tornar as explorações mais competitivas em três eixos principais: diferenciação – produzir o que é mais valorizado no mercado e que outros não produzem-, rentabilidade –através da diminuição dos custos de produção, ajustando o efetivo aos custos fixos e aos recursos endógenos (montado) da exploração -e eficiência –aumentar a performance técnica, valorizando mais cada recurso utilizado», afirma Pedro Bento, secretário-geral da ANCPA- Associação Nacional dos Criadores de Porco Alentejano.

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