Ourique: Mega operação leva a fecho de “casa de alterne” e detenção do proprietário.

A GNR deteve o proprietário da Marinel, uma casa de alterne, em Aldeia de Palheiros, Ourique. O individuo de nacionalidade espanhola ficou em prisão preventiva e o estabelecimento  fechado. Vai encontrar-se na cadeia com um homem que há dois anos o tentou matar.

Um cidadão espanhol, de 59 anos, proprietário da Marinel, uma casa de alterne localizada junto ao IC1, na Aldeia de Palheiros, concelho de Ourique, ficou um prisão preventiva, estando acusado dos crimes de lenocínio, auxílio à imigração ilegal, detenção de arma proibida, fraude fiscal qualificada e branqueamento de capitais.

Manuel Martinez Barros, adquiriu há dois anos o espaço, uma antiga residencial/ restaurante, que esteve encerrada durante quase uma década, e que depois transformou num estabelecimento de diversão noturna. Construiu um alto muro em volta de toda a propriedade, com criou um parque de estacionamento privado para os clientes (na foto). No rés-do-chão a antiga sala de refeições passou a ser o espaço destinado às bebidas com as mulheres e no 1º andar, aproveitando a cerca de uma dezena de quartos, era onde se praticava sexo.

O cidadão espanhol, de 59 anos, proprietário da Marinel, a casa de alterne localizada junto ao IC1, na Aldeia de Palheiros, concelho de Ourique, ficou um prisão preventiva, estando acusado dos crimes de lenocínio, auxílio à imigração ilegal, detenção de arma proibida, fraude fiscal qualificada e branqueamento de capitais.

As atenções dos militares do Núcleo de Investigação Criminal de Aljustrel, do Comando Territorial de Beja da GNR, viraram-se para o espaço depois de no dia 7 de junho de 2017 (ver caixa) um individuo entrou armado com uma caçadeira e tentou matar Manuel Barros. Dado o número de nacionalidades das mulheres que estavam no estabelecimento populares de Ourique batizaram como “Operação Comunidade”.

Durante cinco dias, entre 10 e 15 de junho, a GNR levou a cabo diversas diligências tendo cumprido uma dúzia de mandados de busca, três domiciliários e nove não domiciliários, em diversas localidades, entre os quais um escritório de contabilidade na região do Algarve, onde o arguido vivia.

Dezena e meia de mulheres de várias nacionalidades, com idades compreendidas entre os 23 e os 50 anos, foram identificadas e por se encontrarem em situação ilegal em Portugal, foram notificadas para deixar o país e duas para se apresentarem no Serviço de Estrangeiros e Fronteiras.

Entre o muito material apreendido pela GNR, destaque para 10.870 euros em numerário, diversas notas de África do Sul, Brasil, Estados Unidos da América e Roménia, sete veículos automóveis, armas, telemóveis computadores e diverso material para a prática de relações sexuais, nomeadamente cerca de 3.000 preservativos e 130 embalagens de gel lubrificante. Talões de depósitos em contas bancárias e de fecho de caixa, livros de faturações e cartões de consumo foram levados para provar os ilícitos criminais.

O detido, já com antecedentes criminais pelo mesmo tipo de crimes, foi conduzido para o Posto da GNR de Aljustrel, tendo durante três dias prestado declarações perante um juiz do Tribunal Judicial de Ourique, onde no sábado, lhe foi aplicada a medida de coação de prisão preventiva, tendo sido conduzido para o Estabelecimento Prisional de Beja (EPBeja).

Tiroteio no Marinel

Na noite de 7 de junho de 2017, Francisco Aniceto, de 42 anos, residente no Monte das Mestras, no concelho de Almodôvar, alcoolizado, entrou armado no Marinel, e disparou dois tiros de caçadeira com a intenção de matar Manuel Barros.

A questão teve como origem os ciúmes que o indivíduo tinha de uma mulher que trabalhava no espaço, e com quem manteve um relacionamento amoroso, e que ela dera por terminado.

O indivíduo ficou em prisão preventiva, tendo sido julgado em 19 de fevereiro no Tribunal de Beja, tendo sido condenado a 6 anos de prisão efetiva, pelos crimes de tentativa de homicídio agravado e uso e posse ilegal de arma em estado de embriaguez.

Dois anos depois, por crimes diferentes, Francisco Aniceto e Manuel Barros estão agora juntos no Estabelecimento Prisional de Beja.

Teixeira Correia

(jornalista)

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