Ourique: Avaria do helicóptero do INEM sem ligação a morte de jovem.

“Relacionar a morte da vítima com o facto de esta não ter sido helitransportada é abusivo e injusto”, sustenta o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), sobre a morte da jovem que ocorreu no acidente de viação em Portela do Lobo.

O Lidador Notícias (LN) colocou diversas questões ao INEM, tendentes a esclarecer a situação da morte de Beatriz Morganho, de 22 anos, na segunda-feira na sequência de um acidente no IC1, perto de Ourique.

Recorde-se que cerca das 10,00 horas de segunda-feira, no IC1, na Portela do Lobo, concelho de Ourique, despiste seguida de colisão causou a morte de uma jovem, condutora de uma viatura que seguia no sentido sul/norte, Faro-Ourique, invadiu a via contrária chocando violentamente com um Mercedes que seguia em sentido inverso.

O Instituto começou por referir que o Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) “recebeu, às 10h04m, uma chamada de socorro para o acidente em questão, na qual, considerando os critérios de gravidade da vítima, foi acionada a Ambulância de Suporte Imediato de Vida (SIV) de Castro Verde (meio de socorro diferenciado mais próximo do local da ocorrência) e os Bombeiros Voluntários de Ourique”, acrescentando que 14 minutos depois “recebeu a informação de que a vítima estaria inconsciente, tendo o helicóptero de Emergência Médica, sediado em Loulé, sido acionado às 10h23”, remataram.

De acordo com os esclarecimentos do INEM, o helicóptero de Loulé informou o CODU às 10h53 que, “devido a avaria estava impossibilitado de continuar a missão”, sendo forçado a regressar à base, pelo que no minuto seguinte “a SIV de Castro Verde foi informada que deveria transportar a vítima para o SUB daquela localidade”.

Quando questionado sobre as razões porque não foi acionado o helicóptero de Évora porque, primeiro os Bombeiros e depois o Enfermeiro da Ambulância SIV, deram conta de que “a vítima já estava em paragem cardiorrespiratória (PCR) há cerca de 30 minutos e que as manobras postas em prática pela equipa SIV não tiveram sucesso”, tendo sido dada a indicação para equipas continuarem “os procedimentos iniciados e transportarem a vitima para a SUB de Castro Verde”, o que veio a suceder.

O INEM assegura que “encetou todos os esforços para que a vítima tivesse acesso aos meios de socorro mais diferenciados para prestar a respetiva assistência” e que na origem da morte da vítima “esteve uma violenta colisão automóvel e que os cuidados implementados não reverteram a situação”, lembrando que a vítima “terá entrado em PCR pouco depois do acidente, tendo sido submetida a manobras de reanimação até ser declarado o óbito pelo médico do SUB”, justificaram.

No socorro às vítimas foram mobilizados 21 operacionais dos Bombeiros Voluntários de Ourique (BVO), Almodôvar e Castro Verde, SIV de Castro Verde e GNR, apoiados por 11 viaturas.

A zona da Portela do Lobo é dos “pontos mais mortíferos” de Portugal ao nível de acidentes de viação. De acordo com fonte dos BVO, esta é a sétima morte no que vai de ano, naquele troço do IC1.

Teixeira Correia

(jornalista)

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