Opinião (Rogério Copeto/ Oficial da GNR): 2016 EM REVISTA.

No final de cada ano é tradição realizar-se um resumo dos principais acontecimentos que ocorreram durante esse mesmo ano, pelo que, à semelhança de outros, também iremos terminar o ano, com um artigo que pretende percorrer todos os temas que foram abordados aqui no LN em 2016.

COPETO ROGER_800x800Rogério Copeto

Tenente-Coronel da GNR

Mestre em Direito e Segurança e Auditor de Segurança Interna

Chefe da Divisão de Ensino/ Comando de Doutrina e Formação

Durante o ano de 2016 tive a oportunidade de escrever 42 artigos, incluindo este, tendo o primeiro sido publicado, a 5 de janeiro, com o título “Estratégia precisa-se”, por motivo do ano de 2015 ter terminado sem a aprovação da “Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária 2016-2020”. Pelo que por coincidência ou não, o ano termina com o anúncio, que o “Plano Estratégico Nacional de Segurança Rodoviária – PENSE 2020” estará em consulta pública até 8 de janeiro, onde se pretende uma diminuição das vítimas mortais “de 56% face ao valor obtido em 2010” atingindo-se em 2020, os 41 mortos por milhão de habitantes. Para além dessa ambiciosa meta, uma das suas medidas despertou-me a atenção, porque a responsabilidade do seu cumprimento está atribuída à GNR, sendo essa medida “Analisar as causas de sinistralidade rodoviária que envolva tractores”, facto que reconhece a GNR, como a instituição que mais tem trabalhado na prevenção dos acidentes com tractores, que todos os anos faz dezenas de vítimas, especialmente no interior centro e norte do território continental.

Mas apesar do ano de 2016 ter passado sem uma estratégia nacional de segurança rodoviária, espera-se que o ano termine com menos vítimas mortais, comparativamente com o ano de 2015, podendo o ano de 2016 terminar abaixo das 600 vítimas mortais, a 30 dias, conforme referido no nosso artigo publicado em maio “Menos mortos nas estradas portuguesas”.

O tema da violência doméstica voltou a ser abordado em 2016, mais do que uma vez, tendo tido oportunidade de falar no apoio às vítimas de violência doméstica no artigo “Apoio às vítimas de violência doméstica” e na criação da “Equipa de Análise Retrospetiva de Homicídio em Violência Doméstica” no artigo “Homicídios em retrospectiva”. Também o assunto da “Alienação parental” foi abordado por motivo da ocorrência verificada em fevereiro numa praia em Caxias, onde resultou na morte de duas crianças às mãos da sua própria mãe, tendo ainda por motivo do “Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres” dado a conhecer a iniciativa “Orange the world” no artigo “Alaranjar o mundo”.

Ainda sobre o tema da violência, foi abordada a violência praticada contra os idosos nos artigos “Denunciar a violência contra idosos”, “Idosos em perigo”, “Burlas” e “Censos Sénior”, onde em todos se teve oportunidade de dar a conhecer a actividade desenvolvida pela GNR no apoio aos idosos, e que viu na semana passada, esse trabalho ser reconhecido pela European Crime Prevention Network, que considerou o “Projecto Idosos em Segurança” da GNR, como boa prática europeia, tendo esta organização da União Europeia reconhecido o trabalho da GNR pelo segundo ano consecutivo, depois de no ano passado ter considerado o “Projecto Internet Segura” também como boa prática.

Por falar em internet segura, verificamos que o assunto da criminalidade praticada na internet continua na ordem do dia, nomeadamente no artigo do DN publicado nesta 2ª-feira com o título “Criminalidade violenta baixa, mas extorsão na net dispara”, tendo este tema sido abordado aqui no LN durante o ano de 2016 nos artigos, “Consciencializar para o Cyberbullying”, “Cibercriminalidade” e “Internet e bombinhas de carnaval”.

Ainda no âmbito da violência, praticada contra as populações mais vulneráveis, abordámos a violência praticada contra os mais novos nos artigos “Bullying”, “Comissões de Proteção de Crianças e Jovens em Perigo”, “As crianças e a GNR” e “De volta às aulas, volta a praxe”, no artigo “O Meu Manual de Segurança” falámos sobre o fenómeno das crianças desaparecidas e o assunto dos consumos aditivos foram abordados nos artigo “Férias, finalistas, consumos, GNR e Michael Moore” e “Comportamentos aditivos na população estudante”.

Para além do “Programa Escola Segura”, “Programa Idosos em Segurança” e “Internet Segura”, tratados nos artigos referidos anteriormente, tivemos ainda oportunidade de dar a conhecer outros “Programas Especiais” da GNR, em especial no artigo “Mais programas, mais prevenção”, onde falamos nos programas associados à prevenção dos assaltos a residências, também abordado no artigo “Residência Segura”, para além do Projeto “Cortiça Segura” no artigo “O furto de cortiça” e no Programa “Igreja Segura”, por motivo dos assaltos ocorridos a igrejas no Baixo Alentejo

Sobre os acontecimentos ocorridos em Aguiar da Beira, no dia 11 de outubro, escrevemos dois artigos, tendo o primeiro sido por motivo do homicídio consumado do Guarda Carlos Caetano e do homicídio tentado do Cabo António Ferreira, com o título “Mesmo com o sacrifício da própria vida”, e o segundo artigo, na altura em que o principal suspeito, da prática de dois homicídios consumados e outros dois tentados, estava a ser procurado pelas autoridades, denominado “Pessoas desaparecidas e pessoas fugidas”.

Por motivo da vinda de Sua Santidade o Papa Francisco ao Santuário de Fátima nos 12 e 13 de maio do próximo ano, aquando das comemorações 100º aniversário das Aparições Marianas, escrevemos o artigo “A GNR e Fátima” e o artigo “A GNR e a ONU” foi elaborado por motivo da nomeação por unanimidade e aclamação, do Engº António Guterres, como o próximo Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas (a quem o Padre Vítor Melícias chama de “Papa Francisco civil”), e que tomou posse na semana passada de tão prestigiado cargo, sendo por isso o único português a fazer parte da lista das personalidades mais poderosas do mundo.

Muitos mais foram os assuntos tratados aqui no LN durante o ano de 2016, que aproveitamos para relembrar, tais como o tema do “Transporte ilegal de pessoas”, dos “Crimes de ódio”, da prevenção de incêndios nos artigos “Incêndios – Prioridade aos combatentes” e “Incêndios, GIPS e Serra D’Ossa”, sobre o trabalho da Unidade de Ação Fiscal da GNR no artigo “A GNR no combate à evasão e fraude fiscal”, ou sobre o Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente no artigo “GNR e a protecção dos animais de companhia”, e ainda sobre “Temperaturas extremas adversas”, “Segurança nos aeródromos e aeroportos nacionais”, “As estatísticas criminais”, sobre o número de emergência no artigo “O 112 que já foi 115” e o último do ano sobre o tema “Observatório ou Gabinete Coordenador”.

Não podíamos terminar sem referir o artigo “Ode à GNR” que serviu para dar a conhecer a GNR, como sendo uma força de segurança constituída por cerca de 23 000 militares e civis com responsabilidade directa pela garantia da segurança, da paz e da tranquilidade públicas em 94% do território nacional e a mais de metade da população residente em Portugal, 24 horas por dia, 365 dias por ano, de dia e de noite, faça chuva ou faça sol.

Por isso terminamos informando que a GNR à semelhança dos anos anteriores, iniciou já na 6ª-feira passada, dia 16 de dezembro, a “Operação Comércio Seguro”, que terminará no dia 24, com o objectivo de “reforçar o patrulhamento apeado e os contactos com os comerciantes, relembrando os procedimentos de segurança a adotar em caso de furto, roubo ou ameaça grave ou vandalismo, de forma a potenciar a segurança efetiva e o sentimento de segurança de comerciantes e clientes”.

E também por motivo da deslocação que os portugueses fazem nesta altura do ano, a GNR realizará a famosa “Operação Natal/Ano Novo”, intensificando o patrulhamento e a fiscalização rodoviária, “orientando o patrulhamento para as vias mais críticas da sua zona de ação, com o objetivo de prevenir a sinistralidade rodoviária, garantir a fluidez do tráfego e apoiar todos os utentes das vias, proporcionando-lhes uma deslocação em segurança. Esta operação tem como objectivo prevenir a sinistralidade rodoviária, sem esquecer a vertente da fiscalização e repressão dos comportamentos que estão mais associados à maioria dos acidentes, como o excesso de velocidade, o consumo bebidas alcoólicas associado à condução e as manobras perigosas, devendo por isso serem relembrados os habituais conselhos, para que todos os que viajem nesta altura do ano, possam passar esta quadra festiva junto das suas famílias.

Desejo a todos os leitores e colaboradores do Lidador Notícias um Santo Natal e um Próspero Ano Novo de 2017.

Até para o ano, em segurança.

 

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