Odemira: “No concelho não trabalha quem não quer”, afirma presidente autarquia.

Presidente da Câmara de Odemira reuniu ontem com os secretários de Estado da Agricultura e das Florestas, para tratar de assuntos inerentes ao ordenamento e gestão ambiental. O autarca teve uma afirmação muito forte: “em Odemira só não trabalha quem não quer”.

José Alberto Guerreiro, presidente da Câmara de Odemira, reúne na manhã de ontem com os secretários de Estado da Agricultura e Alimentação e das Florestas e do Desenvolvimento Rural, respectivamente, Luís Medeiros Vieira e Miguel João de Freitas, sobre os planos de ordenamento e gestão ambiental do concelho, visando a sensibilização dos Governos, para a necessidade de alterar alguns das políticas assumidas perante a União Europeia (UE).

Esta vai ser a primeira reunião, depois da constituição de um grupo de trabalho que estudou estas matérias e o autarca vai apresentar as conclusões que o mesmo apresenta. José Alberto Guerreiro lembrou que o país “assumiu um compromisso com a UE de preservar 25% do território do país e esse contrato criou problemas que são difíceis de solucionar e que em muito ultrapassam as capacidade e competências da Câmara”, justificou.

O edil referiu que os constrangimentos que existem “têm que ser colocados ao Governo e só assim podem ser lavados à UE para um possível desbloqueio”. Guerreiro lembrou que a existência do Parque Natural “alterou muito o que eram os licenciamentos e instalação de investidos” e recorreu a uma lenga-lenga para ilustrar a situação: “não podemos crer chuva na horta e sol no nabal”, concluiu.

O autarca lembrou que os agricultores tinham “certa facilidade para se instalar e gora as coisas são diferentes”, justificando que ao nível dos licenciamentos levou a que os processos “que eram práticos passassem a burocráticos por causa do uso do solo e dos impactos ambientais”, resumiu.

José Alberto Guerreiro falou que a saúde e as acessibilidades “são as áreas que mais preocupam a autarquia para a fixação das pessoas”, nomeadamente os estrangeiros que vêm trabalhar para a região, acrescentando que desde 1980 que “a população estrangeira residente é 12% da totalidade do concelho”, concluiu.

O edil lembrou o “grande crescimento” que o setor do turismo teve na região e justificou que “a principal queixa dos investidores é a falta de mão de obra”, tendo atirado: “No concelho de Odemira só não trabalha quem não quer”, rematou.

Teixeira Correia

(jornalista)

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