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Mértola: Populações de Espanha e Portugal manifestam-se contra fecho da ponte internacional

Populações de Espanha e Portugal manifestam-se dos lados da fronteira contra fecho da Ponte Internacional do Guadiana que liga os dois países em Pomarão. Desmoronamento de terras do lado espanhol há 3 meses, na estrada HU-6400 mantém a ponte intransitável.

As populações das localidades da Margem Direita do rio Guadiana do concelho de Mértola, vão juntar-se aos vizinhos dos Ayuntamientos de El Granado, Puebla de Guzman, Villanueva de los Castillejos, El Almendro e Tharsis, da Província de Heulva, Espanha, no protesto que se vai realizar amanhã, sábado, para exigir a reabertura da Ponte Internacional do Baixo Guadiana, que liga os dois países.

A ponte que liga Portugal e Espanha, na localidade de Pomarão (Mértola), está fechada ao trânsito automóvel há três meses, devido a um deslizamento de terras na HU-6400, do lado de “nuestros hermanos”. O aluimento ocorreu a cerca de 100 metros do tabuleiro da ponte e arrastou para a rodovia várias toneladas de pedras e terra, que barraram aquela por completo.

O presidente da Câmara de Mértola já reuniu com o secretário de Estado das Infraestruturas para que este interceda junto do Governo espanhol, para que sejam efetivadas as obras e remoção de terras, que permita abrir a via e a ponte. “O Governo Português está à espera da marcação de uma reunião”, disse ao Lidador Notícias (LN), Jorge Rosa, autarca mertolense. “As razões para as obras não terem sido feitas são várias. Uma das quais se deve a desentendimentos políticos entre o Governo Central que é do PP e o autonómico que é do PSOE, sobre quem é a responsabilidade da obra. Certo, certo é que não há trânsito há três meses”, concluiu.

O edil lembrou que a ponte “permite a vinda de muitos turistas e comensais espanhóis e a ida de portugueses para adquirirem produtos de primeira necessidade e combustíveis no outro lado da fronteira”, justificou.

Nos dias 1 e 2 de abril, realiza-se no Pomarão, o Festival do Peixe do Rio, iniciativa que conta com largas centenas de visitantes espanhóis que assim se vêm privados de marcar presença no evento, ou então sujeitam-se a fazer mais de uma centena de quilómetros, quando antes faziam doze.

Um comerciante da restauração do Pomarão, disse ao LN que “a vida aqui parou. Perdemos a principal fonte de receita que eram os espanhóis”, justificando que em Espanha, o corte da via “está assinalado 12 quilómetros antes e quem conhece o local já não passa”, rematou o nosso interlocutor.

Ainda assim há cidadãos espanhóis que deixam o carro na berma da estrada e fazem a pé cerca de 500 metros para almoçar no Pomarão. A Guardia Civil, tem fechado os olhos à situação.

A Ponte Internacional do Baixo Guadiana foi inaugurada em 26 de fevereiro de 2009 e significou um investimento que rondou os 2,3 milhões de euros. A Câmara de Mértola e a Diputación Provincial de Huelva investiram 572 mil euros e os restantes 1,7 milhões de euros do FEDES, através do Projeto HUBAAL-Interreg IIIA.

Teixeira Correia

(jornalista)

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