Guadiana: Bacia com maior disponibilidade de água (77,8%) no final de fevereiro.

Doze albufeiras com mais de 80% de água no final de fevereiro. Alqueva apresentava uma cota de 148,30 metros para uma capacidade máxima de 152 metros. Apenas dez se encontram a 40% de capacidade.

Doze das 60 albufeiras monitorizadas em Portugal continental tinham em fevereiro reservas superiores a 80% do volume total e dez estavam a 40%, segundo o Sistema Nacional de Informação de Recursos Hídricos (SNIRH).

No último dia de fevereiro e comparativamente com 31 de janeiro verificou-se um aumento do volume armazenado em 11 bacias hidrográficas monitorizadas e uma descida em 10, de acordo com dados divulgados hoje pelo SNIRH.

A bacia do Guadiana era a que apresentava no final de fevereiro maior disponibilidade de água (77,8%), seguida do Mondego (74,8%), Tejo (66,8%), Ave (66,4%), Douro (62,2%, Cávado (59,9%), Barlavento (59,6%), Mira (58,7%), Oeste (56,3%) e Arade (54,9%). A bacia do Sado tinha o número mais baixo no final de fevereiro (46,7%).

Os armazenamentos de fevereiro de 2019 por bacia hidrográfica apresentam-se inferiores às médias de fevereiro (1990/91 a 2017/18), exceto para as bacias do Mondego e Arade. A cada bacia hidrográfica pode corresponder mais do que uma albufeira.

Albufeira de Alqueva atingiu a cota máxima

A albufeira da Barragem de Alqueva atingiu pela primeira vez, a capacidade máxima, no dia 12 de janeiro de 2010 (na foto), tornando-se o maior lago artificial da Europa.

A chuva então caídas na região banhada pela albufeira, situada no rio Guadiana, levou o nível de água armazenada a atingir a cota máxima de 152 metros, entre as 14:00h e as 15:00h, segundo as medições da Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas do Alqueva (EDIA).

Trata-se de um volume de água armazenada de 4.150 hectómetros cúbicos e que corresponde ao nível de pleno armazenamento à cota de 152 metros, um metro abaixo do nível de máxima cheia para que a albufeira está preparada, precisa a empresa.

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