GNR: ASPIG contra a realização da operação “Viajar Sem Pressa”.

A Associação Sócio – Profissional Independente da Guarda emite comunicado onde considera que “é de grande insensatez” estar em curso  a operação “Viajar sem Pressa” e a campanha da ANSR “Abranda o ritmo”.

A ASPIG, num momento em que o novo Coronavírus 19 acaba de ser  declarado de pandemia, com “níveis alarmantes de propagação e inação”, pela  Organização Mundial de Saúde (OMS)  o que levou o Governo a impor medidas restritivas no sentido de “travar” o constante avanço do mesmo, entende que é de grande insensatez estar em curso  a operação  “Viajar sem Pressa” da GNR (de 10 a 16 de Março).

Essa operação visa intensificar a fiscalização rodoviária, com particular foco no controlo da velocidade, no âmbito da operação “Viajar sem pressa” e, paralelamente, a campanha da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária(ANSR) “Abranda o ritmo”.

Na opinião desta associação, tenham sido tomadas medidas no que concerne ao impedimento/redução da transmissão do vírus, nomeadamente : fiscalização e controlo de velocidade sem interceção ( com a exceção de casos de elevada gravidade), ausência de transmissão física de documentos entre condutores e agentes fiscalizadores (podendo os dados ser “colhidos” através de leitura, por parte do agente,  do documento na posse do condutor).

Também têm chegado a esta associação informações sobre a falta de máscaras e/ou material desinfetante (para lavagem de mãos, etc.), em muitos Postos da GNR, o que, tendo em conta a realidade dos acontecimentos, é de lamentar.

Num momento critico de saúde publica, a ASPIG não pode aceitar que os militares da Guarda – ao invés de estarem empenhados na resolução de tão grande problema, coadjuvando as autoridades ligadas à saúde e criando/ executando planos de contingência nas suas Unidades (quarteis) – estejam nas estradas a dar prioridade às preocupações com a velocidade e/ou meras contraordenações previstas no Código da Estrada.

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