Fortes/ Ferreira do Alentejo: Associação visita à Fabrica de Bagaço de Azeitona.

A Associação Ambiental dos Amigos das Fortes (AAAF) a convite do Conselho de Administração da AZPO – Azeites de Portugal, visitou ontem as instalações desta unidade fabril, que recentemente foi alvo de intervenções e melhorias.

No seguimento da decisão do IAPMEI – Agência para a Competitividade e Inovação em suspender a laboração pelo prazo máximo de seis meses e ao abrigo do disposto no Sistema da Indústria Responsável, a AZPO – Azeites de Portugal convidou a AAAF para visitar a unidade fabril.

Em comunicado a AAAC refere que “foi-nos informado pelo Conselho de Administração que o investimento total que a empresa fez foi de 1,2 milhões de euros e que corresponde às necessidades sentidas e anomalias detetadas estando prevista a sua laboração para breve.

Nesta visita e reunião entre as partes foi possível transmitir as preocupações que ao longo de 9 anos têm sido motivo de preocupação da população das Fortes.

Foi entregue um dossier com as análises da Agência Portuguesa do Ambiente e a recomendação aprovada na Assembleia da República por todas as bancadas parlamentares, reforçando a necessidade de ver monitorizado a qualidade do ar por uma entidade no decorrer do início da laboração da queima e da necessária instalação de uma estação permanente nas FORTES.

Ao fim destes 9 anos, e após a constituição legal desta Associação, bem como de todo o trabalho efetuado, foi possível estabelecer um diálogo direto com o Conselho de Administração da AZPO, inclusive com um dos acionistas do grupo MIGASA, havendo o compromisso partilhado de haver uma necessária preocupação com a comunidade das Fortes e o ambiente, cumprindo com a legislação em vigor procurando encontrar novas tecnologias, havendo igualmente o compromisso de criar uma política de responsabilidade social.

Ambas as entidades reafirmaram a sua disponibilidade em colaborar para uma solução que permita a harmonia entre o desenvolvimento sustentado e o crescimento económico, bem como a sua vigilância no presente e no futuro dos impactos que advenham do início da laboração da fábrica”.

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