(Exclusivo) Beja: Militar cometeu dois furtos no interior da BA11 e foi expulso da Força Aérea.

Um primeiro-cabo da Base Aérea (BA) 11, em Beja, furtou dinheiro e invólucros de munições em latão e foi expulso da Força Aérea. Os casos aconteceram em finais de 2016 e vai agora ser julgado.

John C. Tomáz, então com 24 anos, natural da Suíça e filho de pais portugueses, com residência no interior da BA 11, em meados de setembro de 2016, introduziu-se no gabinete do Oficial Dia e da carteira da oficial Carla A., furtou a quantia de 25 euros, que esta tinha no seu saco de voo.

Já entre 25 de novembro e 4 de dezembro de 2016, o militar entrou no Sector de Manutenção e Armazenagem de Armamento Terrestre (SMAAT) da Esquadra da Polícia Aérea (EPA), ao qual estava adstrito e levou consigo 2.799 invólucros de munições, sendo 270 de calibre 0.50, 1.175 de calibre 9mm e 1.354 de calibre 7,62 mm, material em liga de latão com o peso de 70,879 kms.

Na acusação não está esclarecida a motivação do militar para o furto e de que forma, mas certamente no interior da sua viatura, o individuo retirou o material da unidade, que depois “vendeu numa sucateira em Évora, pelo valor de 30 euros”.

John Tomáz foi acusado pelo Ministério Público de Beja e vai ser julgado no tribunal desta cidade, pela prática de dois crimes de furto, podendo incorrer numa pena de prisão até cinco anos.

O JN questionou as Relações Públicas da Força Aérea, sobre as implicações internas, nomeadamente na EPA e para o militar, que os furtos tinham tido, tendo o Tenente-Coronel Manuel Costa, referido que “aos militares colocados no SMAAT é atribuída a tarefa de recolher os invólucros libertados durante as sessões de tiro de manutenção. Trata-se de material inerte, que por questões ambientais, é recolhido e vendido como desperdício metálico”, justificou.

O oficial acrescentou que foi a Força Aérea que “no processo de recolha detetou a falta do material em referência, justificando que “não houve qualquer quebra de segurança, pelo contrário, foi o processo de controlo e supervisão estabelecido que permitiu detetar a inconformidade”, concluiu.

A terminar o Tenente-Coronel Manuel Costa, referiu que a situação “foi participada à Polícia Judiciária Militar e, simultaneamente, foi aberto um processo interno, do qual resultou a pena disciplinar de cessação compulsiva do seu contrato com o Primeiro-Cabo John Cristo Tomáz com a Força Aérea”, rematou.

O arguido está acusado de dois crimes de furto simples, que pela sua tipologia poderiam resultar numa pena no limite máximo superior a cinco anos de prisão, que implicaria um julgamento por um Tribunal Colectivo. Em face dos factos imputados ao arguido e este não ter antecedentes criminais, entende o Ministério Público, que a pena aplicvar será inferior a cinco anos, pelo que John Tomáz será julgado por um Tribunal Singular.

MATERIAL FURTADO na BA 11

Dinheiro- 25 euros

Invólucros- 2.799 unidades, Calibre 0.50- 270 unidades, Calibre 9 mm- 1.175 unidades, Calibre 7,62 mm- 1.354 unidades, Peso- 70,879 kms, Valor de venda- 30 euros

Teixeira Correia

(jornalista)

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