(Exclusivo) Beja: Grávida obrigada a ir para Évora, após recusa de inscrição.

Apesar da determinação da administração da ULSBA, médico recusou inscrição da parturiente no Hospital de Beja e teve se seguir para Évora. Presidente do Conselho de Administração de férias não dá explicações.

A inscrição e observação de uma grávida de 40 semanas, foi recusada na noite de ontem por um médico de Serviço de Urgência do Hospital de Beja, apesar do comunicado do conselho de administração da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA) determinar que estava assegurada “a urgência interna da especialidade, assim como o serviço emergente por uma equipa médica cirúrgica”.

Face à recusa do médico de serviço, a mulher foi transportada pelo marido, profissional dos bombeiros de Beja, no automóvel do casal, para o Hospital do Espirito Santo, em Évora, sem qualquer assistência.

Por falta de médicos da especialidade de Obstetrícia, que desde as 06,00 horas de ontem e até às 08,00 horas desta quarta-feira, que o Serviço de Urgência (SU) de Ginecologia/ Obstetrícia do Hospital José Joaquim Fernandes, em Beja, estava encerrado, o que sucedeu pela quinta vez desde o início do corrente ano.

Contatada pelo Lidador Notícias (LN), a presidente do concelho de administração da ULSBA, assegurou desconhecer a situação, já que: “estou de férias e não dou o contato do Diretor Clínico, porque este já saiu de serviço”, justificou.

No passado dia 9 de junho, uma mulher deu à luz uma menina, numa ambulância dos bombeiros de Aljustrel, que teve que parar um posto de combustível da vila, por falta de médico obstetra no hospital de Beja.

Domingos Vareta (marido da parturiente)

“O médico de serviço, Gabriel Gomes, recusou a inscrição da minha mulher na urgência. Fui obrigado a ir para Évora por minha conta e risco. Sou bombeiro e dou a vida pelos outros e fomos tratados como se não fossemos seres humanos.

Teixeira Correia

(jornalista)

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