(Exclusivo) Beja: Comando Territorial da GNR vai deixar o antigo Paço Episcopal.

O Comando Territorial da GNR do distrito de Beja, desde sempre sediado na capital baixo-alentejana, no antigo Paço Episcopal, vai ser transferido para o vizinho concelho de Aljustrel, em concreto para o posto de Ervidel.

Segundo apurou o Lidador Notícias (LN), a constante degradação que atinge o antigo Paço Episcopal, que há várias décadas alberga o Comando Territorial de Beja (CTB) da Guarda Nacional Republicana, e o manifestado desejo da Diocese de Beja de reaver e recuperar o edifício, levaram a tomar a decisão de deslocalizar o CTB para o posto de Ervidel, até à construção do novo edifício na cidade.

O local escolhido para albergar o CTB, tem a ver com o facto de aquele ser o local que tem mais espaço tem para acolher as diversas valências da Guarda. Na última Volta ao Alentejo, o posto de Ervidel, foi mais uma vez o local escolhido para receber os 21 militares do Destacamento Eventual de Trânsito da prova.

Para a construção do novo edifício, cujo processo já foi considerado de “particular complexidade”, para permitir a publicação mais célere do concurso público e inicio das obras. Um dos espaços que está em análise é o que se localiza em “Vale de Atum”, na União de Freguesias de Santiago Maior e S. João Baptista, junto ao IP2, cujo Plano de Pormenor já foi aprovado pela Câmara e Assembleia Municipal de Beja e aguardar publicação em Diário da República.

Recorde-se que o último “grito de alerta” ocorreu em abril de 2018 depois de uma visita de uma força política às instalações do Comando com a revelação de que “já se registaram pequenas derrocadas que causaram danos nalgumas viaturas que estavam estacionadas”.

A degradação do edifício tem avançado de forma galopante depois da Universidade Moderna deixado o 1º andar do edifício, procurando a Diocese que a GNR abandonasse o resto do espaço. Recorde-se que durante o mandato de Francisco Santos, na presidência da Câmara de Beja, a autarquia deixou de assumir o pagamento da renda do edifício e que passou a ser da responsabilidade do Comando Geral da Guarda.

Em abril de 2010, em entrevista à TVI, o então bispo de Beja, afirmou que já “escreveu diversas cartas” ao ministro da Administração Interna (MAI) sobre o assunto, mas disse não ter recebido de Rui Pereira, “qualquer resposta”. D. António Vitalino Dantas referia que o edifício “encontra-se em avançado estado de degradação”. Segundo o bispo “já foram gastos mais de 60 mil euros” em obras de recuperação. Referindo ainda que a GNR “quer ser indemnizada face a danos nas viaturas” provocados pela queda de bocados de parede.

Até à reestruturação da guarda, o antigo comandante da Brigada Territorial 3, major-general Pires Nunes, deixou vários alertas para a “gravidade da situação”. E revelou-se agradado com a possibilidade de mudar para as instalações da antiga Junta Autónoma de Estradas (JAE), cujo espaço estava devoluto e apresenta excelentes características técnicas e físicas.

Numa das instituições envolvidas no processo quis fazer comentários sobre o assunto.

Teixeira Correia

(jornalista)

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