(Exclusivo) Beja: Antigo Governo Civil “um monte” de serviços estatais.

O antigo edifício do Governo Civil, não tem: entidade gestora, segurança, sanitários para o público. O elevador dos deficientes está avariado. A PSP está disponível para assumir o controle (gestão e ocupação) do edifício.

Apesar de albergar o Comando e o Núcleo de Armas da PSP, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), o Instituto de Mobilidade e Transportes (IMT), no rés-do-chão, e o Serviço de Proteção Civil/ Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS), a Direção de Finanças e a Assembleia Municipal de Beja (AMB), no primeiro andar, o antigo edifício do Governo Civil, não tem uma instituição que faça a gestão das instalações, nem garanta a segurança.

O espaço é visitado diariamente por centenas de cidadãos que se deslocam ao IMT, SEF e PSP, no entanto, o edifício não tem sanitários públicos e as pessoas têm que se deslocar a um café ou então ao Jardim Público, a mais de 400 metros de distância.

O edifício não tem qualquer tipo de segurança e cada uma das seis instituições que lá coabitam podem “meter a chave à porta” ou fechar as mesmas a qualquer hora, sem ter que prestar contas a quem quer que seja. Todas elas têm sanitários privativos para uso do seu pessoal e uma empregada de limpeza que faz os trabalhos para a instituição a que está ligada.

O edifício que é propriedade do Ministério da Administração Interna (MAI), não tem quem faça a manutenção interior ou exterior do mesmo. Há zonas sem luzes, paredes cheias de salitre e sem tinta, tapetes abandonados nos corredores e paredes exteriores a cair aos bocados.

O Comando Distrital da PSP e a Câmara Municipal de Beja partilham da mesma opinião: “o edifício deveria ser a sede de todas as unidades orgânicas da Polícia”.

A PSP além de ocupar, com várias valências, o edifício do antigo Governo Civil, tem arrendada a antiga escola primária do Salvador, de que paga quase 3.000 euros de aluguer/mês à autarquia, onde estão entre outras a Investigação Criminal e o Trânsito e a Esquadra de Polícia, que se situam a cerca de 300 metros do Comando.

Numa deslocação à região da secretária de Estado da Administração Interna, Isabel Oneto, o Superintendente Glória Dias, comandante da PSP, já fez saber que “a polícia está disponível para receber todo o edifício”. Dentro de poucos dias a PSP vai passar a dispor das antigas instalações do Ministério do Trabalho que funcionavam naquele espaço.

A PSP ao deixar a antiga escola, permitia que a Proteção Civil/CDOS, o SEF e o IMT, passassem para aquele espaço, enquanto que a Direção de Finanças poderia ocupar o edifício que durante muitos anos foi sede do Banco de Portugal, em Beja.

Ao Lidador Notícias (LN), Glória Dias afirmou que “a gestão era mais fácil. Permitia fazer obras e garantia a segurança do espaço, além de uma distribuição racional de todas as valências da corporação”, justificou.

O comandante da PSP, acrescentou que a utilização do Salão Nobre, por parte da Assembleia Municipal ou qualquer outra instituição “ficava garantido porque é o espaço da cidade com maior dignidade para receber certo tipo de cerimónias e eventos”, sustentou.

O presidente da Câmara de Beja, Paulo Arsénio, defendeu que “é um edifício de grande dignidade que deveria receber a PSP, além de que permitia uma melhor gestão”, mostrando disponibilidade da autarquia para “ajudar a resolver o assunto”, concluiu.

Por mail, o LN colocou diversas questões ao MAI sobre a situação, às quais não obteve qualquer resposta.

Teixeira Correia

(jornalista)

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