Évora: PS e PCP entendem-se finalmente sobre a CIMAC. “Repartição anual” da gestão.

O socialista José Calixto foi eleito na terça-feira, presidente da Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central (CIMAC), após ter sido encontrada uma solução entre PS e CDU para uma presidência anual entre candidatos destes partidos.

Desde as eleições autárquicas de outubro, que a CIMAC não tinha presidente, em função do entendimento que PS e PCP tinham sobre os resultados eleitoral no distrito de Évora.

Numa reunião do conselho intermunicipal, realizada realizada no início de dezembro, ocorreu uma votação para a presidência da CIMAC em que o candidato do PS alcançou oito votos contra seis do candidato da CDU. O candidato do PS era o autarca socialista de Reguengos de Monsaraz, José Calixto, e que o candidato da CDU o presidente da Câmara de Évora, o comunista Carlos Pinto de Sá.

Nas últimas eleições autárquicas, o PS reconquistou o maior número de câmaras no distrito de Évora, seis, ficando à frente da CDU, que ficou reduzida a cinco, incluindo Évora, enquanto os outros três municípios mantêm-se nas “mãos” de movimentos independentes.

A CDU, alegou que “não se verificaram as duas maiorias cumulativas, como determina a lei”. Na eleição, “oito câmaras, as seis do PS e as de Borba e Redondo, lideradas por movimentos independentes, votaram no candidato socialista e os restantes municípios, que tem a maioria de eleitores, votaram no candidato da CDU”.

Cinco meses após as eleições, houve finalmente acordo. A presidência da CIMAC será dividida em quatro mandatos anuais, estando no primeiro o autarca de Reguengos de Monsaraz, José Calixto, do PS, seguindo-se no segundo o autarca de Évora, Carlos Pinto de Sá, da CDU, com esta rotatividade a manter-se nos dois anos seguintes.

Também as vice-presidências vão funcionar em regime de rotatividade anual, estando acordada a alternância de cargos entre José Calixto e Pinto de Sá numa delas e entre os independentes António Recto (Redondo) e José Mourinha (Estremoz) na outra.

Agora e depois do acordo conseguido, em declarações à Rádio Campanário, o então presidente da CIMAC, José Calixto, adianta que a solução encontrada para a presidência deste órgão é uma “repartição anual entre as duas principais forças politicas”, o Partido Socialista (PS) e a Coligação Democrática Unitária (CDU).

Assim, José Calixto (PS), autarca de Reguengos de Monsaraz, assume o mandato este ano e, sequencialmente, nos quatro anos do mandato autárquico em regime de alternância a presidência é assegurada pelo agora eleito presidente e Carlos Pinto de Sá (CDU)”, autarca do múnicipio de Évora.

Questionado sobre circunstância negocial mais demorada, José Calixto, presidente do município de Reguengos de Monsaraz, desdramatiza e afasta uma “visão catastrofista” da penalização dos processos, justificando que foram “delegadas funções na anterior mesa” para que tudo decorresse com “normalidade”.

Para o socialista, faltava encontrar as “consequências políticas das eleições autárquicas” de forma a ser acordado o “protagonismo político regional de forma equilibrada entre as duas forças políticas”, que na sua opinião está agora “estão representado na presidência do Conselho Intermunicipal”.

Questionado sobre visões políticas diferentes dos mesmos processos, o eleito presidente da CIMAC sublinha que “de acordo com a lei tem que se decidir por unanimidade”, motivo pelo qual sustenta que “não se trata de uma visão política diferente, mas sim da capacidade de consensualizar processos e projetos”, garantindo que “não há descontinuidade na estratégia, devido a instrumentos como é o Pacto para a Coesão e Desenvolvimento”, exemplificou.

Sobre o diálogo entre as principais forças partidárias deste órgão, José Calixto refere que os socialistas inicialmente estranharam “a não consideração de um processo que historicamente aceite na CIMAC; quem tinha o maior número de camaras indicava o presidente”, o que na sua opinião “não quer dizer que o diálogo deixe de existir”. A prova disso “é o acordo e a indicação de um segundo secretário”, garantindo que na sua presidente “não administra que se discutam questões político-partidárias porque a CIMAC é para gerir um conjunto de recursos a favor dos 14 municípios”, frisou.

Foto: Rádio Campanário (Carlos Pinto Sá, José Calixto e António Reto).

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