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Beja: Zona de Acolhimento Industrial, no Bairro São Miguel, viabilidade vai ser reavaliada.

A nova Zona de Acolhimento Industrial, no Bairro São Miguel, em Beja, vai ser repensada. O assunto foi levantado ontem na reunião de Câmara pela Oposição/ CDU, tendo a Maioria/ PS afirmado que pretende “manter o  projeto, suspender a efetivação de escrituras e reavaliar o processo”.

A Câmara Municipal de Beja, então liderada por João Rocha, assente numa maioria da CDU, lançou na reunião de 15 de Fevereiro, um concurso com vista a melhorar e expandir os acessos na Zona de Actividades Económicas da cidade.

Um investimento que rondava os 2 milhões de euros que visava requalificar os arruamentos e as respectivas infra-estruturas actualmente existentes na Zona Industrial do Bairro de São Miguel, como também “possibilitará a expansão desta nova área empresarial para Norte, criando novos arruamentos”, que se passaria a denominar Zona de Acolhimento Industrial, com 24 lotes de terreno.

Ontem na reunião do Executivo bejense, João Rocha, querendo saber qual era a posição da Maioria socialista e se a manter as premissas que estiveram na base do lançamento do concurso: “manutenção do preço do terreno (0,25 euros/m2), visando atrair empresas e a manutenção e efetivação de novas escrituras com potenciais interessados”.

Inicialmente interveio Pulo Arsénio, presidente da Câmara que sustentou que “o projeto da nova zona industrial é para manter, mas vão ser suspensas escrituras e o processo vai ser reavaliado”, sustentando que “vão ser investidos 2 milhões de euros com um retorno de 10 mil euros”, acrescentando , tal como o Lidador Notícia revelou no passado dia 30 de outubro, que apesar do Governo reconhecer o interesse público da passagem aérea a ligar,  o novo presidente da Câmara Municipal de Beja, Paulo Arsénio, considerou que “a nova zona de atividades económicas é para manter” acrescentando que “a nova acessibilidade (na foto) ainda não foi analisada e vai ser reavaliada”, justificando que o Gabinete Técnico “vai ser chamado a pronunciar-se sobre a viabilidade do projeto”, rematou.

O edil justificou que a venda dos terrenos deve ser pelos seus “verdadeiros preços,não aceitando a venda de um terreno com 1.000 m2 por 250 euros. “Arsénio justificou que o Executivo socialista “está preocupado com a cedência de lotes, sem critérios, sem preços e sem documentos”, rematou.

João Rocha rebateu os argumentos e justificou que se pode candidatar o projeto a fundos comunitários, situação de que os socialistas afirmaram desconhecer e não ser possível, tendo o vereador comunista se disponibilizado a levar a documento para tal efeito.

O vereador socialista Luís Miranda foi duro nas suas palavras quando disse a Rocha que: “tratou das promessas na campanha e não tratou das infraestruturas e vendeu terrenos não infraestruturados”, concluiu.

Miranda garantiu que “não somos irresponsáveis e não vamos deixar o processo como vinha a ser conduzido. Não queremos inflação na venda de terrenos, nem compras encapotadas para transações inflacionadas”, concluiu.

Foi um Período Antes da Ordem do Dia, algo acalorada numa reunião decorreu sem outras crispações.

Teixeira Correia

(jornalista)

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