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Beja: Trabalhador da Associação Portas do Território move processo judicial.

A extinção do Departamento do Património Histórico e Artístico de Beja levou ao “esvaziamento” da Associação Portas do Território. Diocese e Câmara Municipal deixaram funcionário da da Igreja dos Prazeres-Museu Episcopal de Beja, entregue a si próprio e sem salários.

Um trabalhador da Associação de Desenvolvimento Regional Portas do Território, deu entrada com um ação judicial do Tribunal de Trabalho de Beja (TTB), onde exige uma indemnização de 10.084,34 euros por falta de pagamento de vencimentos de maio a julho de 2017, subsídio de férias e natal e indemnização.

António Gonçalves, 35 anos, era funcionário da Associação Portas do Território (APT), estando colocado como porteiro/guarda da Igreja dos Prazeres-Museu Episcopal de Beja, desde agosto de 2010, e nos últimos três meses em que trabalhou para a instituição, não recebeu qualquer vencimento.

A APT foi criada em 2008 pela Diocese/ Departamento do Património Histórico e Artístico (DPHA) e a Câmara Municipal d Beja, com o fim de “valorizar os recursos existentes e concorrer a fundos comunitários para a salvaguarda e a promoção do património”.

No passado dia 24 de abril, sem que nada o fizesse esperar, o bispo de Beja, D.João Marcos extingue o DPHA e a direção da APT, constituída por membros das instituições fundadoras, demitem-se e ninguém assume responsabilidades.

“Fiquei entregue a mim próprio. Trabalhei durante três meses em nada receber, até que me despedi e recorri ao tribunal para receber o que tenho direito”, contou ao Lidador Notícias (LN), António Gonçalves, que não conseguiu o desemprego e trabalha numa cadeia de fast-food para sobreviver.

“Entreguei, de forma simbólica, a chave a uma irmã no Paço Episcopal. Fui tratado sem dignidade”, acrescentando que após o anúncio da extinção do DPHA, “houve uma correria dos sacerdotes atrás das peças das suas paróquias”, rematou.

Na reunião de Câmara da Passada quarta-feira o trabalhador questionou o presidente da edilidade, tendo Paulo Arsénio, assegurado que “vamos honrar a parte que for da nossa responsabilidade. A Diocese disse que quer continuar com a APT, mas, não concretizou como”, rematou.

No Paço Episcopal, ao LN, via intercomunicador, foi dito que “o senhor bispo e o secretário não estão. Só no fim da próxima semana”, justificaram.

No final do mês, no TTB, está marcada uma audiência das partes em conflito para procurar resolver o assunto.

Teixeira Correia

(jornalista)

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