Beja: Projeto da AeroNeo para desmantelar aviões na “Fábrica” terá sido abandonado.

Quase dois anos depois da publicação do despacho do Governo que desafetava a chamada “Fábrica”, no interior da BA11, para arrendar à AeroNeo, a empresa ainda não assinou qualquer contrato e terá abandonado o projeto.

Segundo apurou o Lidador Notícias (LN) junto de fonte conhecedora do processo dado o desinteresse na empresa da Aeroneo em assinar o contrato do imóvel designado por «Fábrica» (na foto assinalado com um circulo e uma seta), composto por hangares e áreas anexas à BA11, com a área de 113 621 m2, o Governo prepara-se para reverter o Despacho n.º 8300/2017 * Diário da República n.º 184/2017, Série II de 2017-09-22.

No documento, o Executivo decidiu “desafetar do domínio público militar a Unidade Imobiliária 131 e integrar no domínio privado do Estado, afeto à Defesa Nacional, e disponibilizar para rentabilização o imóvel”.

O espaço, com a área de 113 621 m2, destinava-se ao arrendamento à empresa AeroNeo, mediante o pagamento da renda mensal de 40.170,00 euros, por um período de 15 anos, com uma única renovação pelo mesmo período, tendo como desenvolvimento a atividade de desmantelamento de aeronaves e gestão de peças e componentes provenientes dessa atividade.

No entanto, até ao momento não foi assinado o contrato entre a AeroNeo e a Direção-Geral de Recursos da Defesa Nacional, a quem competia “a regularização jurídico-registral do imóvel”. Na receção ao Presidente da República na BA 11, em 6 de março de 2018, quando questionado pelos jornalistas sobre o assunto AeroNeo, o Chefe do Estado Maior da Força Aérea (CEMFA), justificou que “o processo está em curso”.

No Diário da República, o Governo justificava que a empresa AERONEO-Indústria, Comércio e Serviços Aeronáuticos – Sociedade de Direito Português, possui licença para a ocupação, construção e exploração, no Terminal Civil de Beja (TCB), de uma unidade industrial de manutenção de aeronaves.

Também aqui e de acordo com a fonte do LN, a ANA vai ter que tomar uma decisão quanto à ocupação do espaço que fica situado junto ao da MESA, empresa de manutenção de aeronaves do Grupo Hi Fly, onde está a construir um hangar para a manutenção das suas aeronaves.

O avião da SATA Air Açores que estava parado na placa de estacionamento do Terminal Civil de Beja, de onde já tinham sido retirados os motores, para ser desmantelado pela AeroNeo na “Fábrica”, foi deslocado para as placas de estacionamento da BA11, onde ao que tudo indica poderá ser desmantelado.

Recorde-se que no dia 14 de junho de 2018, o Lidador Notícias, avançou que o Airbus A310, da SATA Air Açores aparcado na placa de estacionamento do TCB, seria a primeira aeronave a ser desmantelada na infraestrutura alentejana, notícia confirmada no dia seguinte pela ANA-Aeroportos.

Quando questionada sobre o desmantelamento do Airbus da SATA, a ANA justificou que “segundo informação recebida da companhia aérea e disponível à data, a aeronave será objeto de desmantelamento em momento oportuno”, acrescentando que sobre a data de início da operação “ainda não foi recebida qualquer indicação da SATA relativamente ao plano de trabalho previsto”, justificaram.

Não foi possível obter qualquer explicação por parte da empresa AeroNeo.

Teixeira Correia

(jornalista)

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