Beja: Primo Daniel (António Casaca) dá a conhecer Beja em visitas turísticas.

António Casaca decidiu há cinco anos licenciar-se em Turismo e agora escreve livros sobre a “sua” cidade. Casaca assume o presudónimo de Primo Daniel nas suas obras e no seu site.

Nome: Joaquim António Casaca da Costa e Idade: 67 anos

Profissão: Aposentado da Função Pública

Local de Nascimento: Alvito e de Residência: Beja

O ócio da aposentação levou homem com “meia vida” dedicada ao desporto e em particular ao atletismo, a tirar uma licenciatura que lhe outorgasse um objetivo para viver o resto dos seus dias ocupado e com motivação.

Aos 62 anos, em 2013, António Casaca decidiu que o seu caminho era o turismo e três anos concluía a licenciatura naquela área, na Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTIG) do Instituto Politécnico de Beja.

Filho de um antigo ferroviário, nasceu numa pequena casa da estação ferroviária de Alvito e desde os primeiros dias de vida até aos 11 anos foi criado na estação de Baleizão, passando ainda dois anos na vizinha estação de Quintos. António Casaca “viveu” a viagem real descrita por Almeida Garret no seu livro “Viagens na minha terra”.

Teve tudo para ser padre. Foi seminarista em regime de internato durante 6 anos, e depois de concurso um semestre do Curso Propedêutico do Instituto Superior de Estudos Teológicos de Coimbra, “colocou a batina” de lado. Há 40 anos, com 27 de idade, publicou o livro de poesia “Quando o dia morre e a saudade nasce”.

Daniel Canário foi o pseudónimo com que António Casaca concorreu a muitos concursos de poesia e jogos florais e com afinidade familiar próximo, surgiu o “Primo Daniel”, nome cuja patente vai registar.

Em abril do corrente ano, editou o primeiro volume do livro “Visitas guiadas com o Primo Daniel”. O segundo de uma série de cinco volumes está em fase de revisão para ser editado até ao final do ano. “O objetivo é fazer visitas guiadas por Beja, através da escrita, para melhor se perceber e conhecer cada monumento cada personagem histórica da cidade”, acrescentando que procura “ir ao encontro da história, simbologia e mensagens de uma monumento ou figura”, remata António Casaca.

O sonho de “passar Beja para o papel”, surgiu com o estágio que fez no Castelo e no Núcleo Museológico do Sembrano, depois de concluir a licenciatura em turismo. “Passava pelo castelo e o “não o via” e comecei a observar as coisas de forma diferente e surgiu a ideia das visitas guiadas e os livros são um complemento”, descreveu.

António Casaca deixa duas ideias que deveriam ser exploradas para trazer a Beja centenas de visitantes: “a Torre de Menagem do castelo e a Soror Mariana Alcoforado são duas atrações da cidade que não estão exploradas”, indo mais longe ao defender que a Torre “merece uma distinção da UNESCO como Património Imaterial da Humanidade e em Beja, no distrito e no Alentejo, ainda ninguém se mexeu”, remata.

A Biblioteca Municipal José Saramago “é o escritório” de António Casaca e as economias da sua jubilação e a ajuda da família, custeiam a edição dos livros, já tem ajuda de qualquer entidade instituição, empresários ou particulares, mas ainda assim há mais sonhos para concretizar.

Traduzir em francês, inglês e espanhol e conduzir os turistas pelas ruas de Beja “As visitas do Primo Daniel e lançar dois volumes sobre “Passeios na cidade/locais com memória” e lembra o Jardim das Alcaçarias, onde passou muita da sua juventude, fazem parte do futuro. Mas à distância pode acompanhar António Casaca e/ou o Primo Daniel em http://www.primodaniel.pt/.

Teixeira Correia

(jornalista)

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