Beja: Ministro da Economia valoriza agroalimentar, “como sector de grande futuro”.

O ministro da Economia, inaugurou esta manhã em Beja, o Espaço Empresa (EE), um dos 22 pontos que o Governo já criou e que abrange 33 municípios mais de 100 serviços do Governo Central, que fica sedeado no edifício da Câmara Municipal.

Pedro Caldeira Cabral, justificou que se trata de “uma das peças do Simplex, que surge não como uma simplificação, mas uma modernização administrativa”, acrescentando que o Governo quer “uma administração pública que trabalhe ao lado e com os empresários”, concluiu.

O líder da pasta da Economia defendeu que “queremos acabar com a ideia de se dizer aos empresários: isso não é aqui, tem que ir primeiro a 25 lugares e depois volta cá”, o Espaço Empresa será um ponto único de atendimento ligado a 26 entidades da administração pública.

Dos 22 municípios onde funciona o Espaço Empresa, dois estão instalados no Alentejo, em Beja e Portalegre, justificando Pedro Caldeira Cabral que os novos paradigmas de desenvolvimento passam pela região destacando “a indústria agroalimentar, um sector de grande futuro”, destacando o papel que o azeite tem “tendo Portugal passado de importado para um grande exportador”, acrescentando que a aeronáutica e o turismo são mais dois importantes setores com grande desenvolvimento no Alentejo.

Para a instalação do Espaço Empresa em Beja, a Câmara Municipal assinou no passado dia 9 de abril, um protocolo com a Agência de Modernização Administrativa (AMA), Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) e o IAPMEI-Agência para a Competitividade e Inovação, visando a criação DE UM Centro de Apoio Empresarial, o primeiro no distrito.

Por seu turno o presidente da Câmara de Beja justificou que “quando fomos desafiados para o projeto, entendemos que estávamos perante um espaço amigo das empresas e dos empresários”, acrescentando que com a implementação do Espaço Empresa “não haverá nenhuma explosão industrial em Beja”, rematou.

Paulo Arsénio sustentou que a criação do EE “faz sentido onde as exportações têm crescido” e deu o exemplo do concelho de Beja em que se passou de 56 milhões de euros em 2014, para 120 milhões de euros em 2017”, justificando que as importações se cifram em 80 milhões.

O autarca revelou que o projeto de expansão e infraestruturação da zona industrial vai ser ampliada para mais 25 lotes, um investimento de 2 milhões de euros. “Não queremos criar parques fantasmas ou elefantes brancos”, justificando que o próximo passo “é a instalação de empresas transformadoras que criem emprego e tragam pessoas”, revelando que o concelho “perde população à média de 1% ao ano, passando há quatro anos de 35.700 habitantes para 34.000 na atualidade”, rematou.

O presidente da edilidade garantiu que na segunda parte do mandato “vai ser criado o fundo municipal de apoio ao investimento”, concluiu.

Teixeira Correia

(jornalista)

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