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Beja: Julgamento de nove arguidos acusados de roubos violentos no distrito

Roubos agravados, furtos agravados e qualificados, extorsão agravada, introdução em lugar vedado ao público e detenção de arma proibida, são crimes que levam hoje nove arguidos a ser julgados no Tribunal de Beja.

Nove indivíduos, com idades entre os 22 e os 49 anos, acusados de dezasseis crimes de roubos agravados, furtos agravados e qualificados, extorsão agravada, introdução em lugar vedado ao público e detenção de arma proibida, em co-autoria e de forma consumada, começam a ser julgados hoje, perante um Coletivo de Juízes, no Tribunal de Beja.

De acordo com o despacho de acusação, estes ocorreram entre fevereiro e setembro de 2016, em montes isolados nos concelhos de Aljustrel, Castro Verde, Cuba, Ferreira do Alentejo, Ourique e Serpa, onde os arguidos agrediram e ameaçaram de morte os residentes, para puderam consumar os crimes.

Chegados aos locais onde iam praticar os furtos os suspeitos não se coibiam de agredir os moradores dos montes, para conseguir os seus intentos e levar consigo desde dinheiro, ouro, telemóveis e diversos tipos de objetos, como ornamentos das habitações e alfaias agrícolas.

Num dos casos, que ocorreu num monte do concelho de Ourique, os suspeitos exigiram a um homem a entrega de 1.000 euros, ameaçando o mesmo que se “aparecesse alguém estranho ou a GNR lhe limpavam o sebo”, bem como à sua mulher e filho. O indivíduo ameaçado apresentou queixa na Guarda, o que evitou a entrega da quantia exigida.

Em 22 de março do corrente ano, a Polícia Judiciária (PJ) deteve seis indivíduos, quatro dos indivíduos ficaram em prisão preventiva (foto da condução dos arguidos ao EPBeja pela PJ), tendo depois sido alteradas as medidas de coação, e constituiu mais dois como arguidos, tendo posteriormente a 18 de maio, detido o último dos elementos do grupo.

Na altura dos factos a PJ referiu que os suspeitos “recorrendo a violência física e uso de armas de fogo”, obrigavam as pessoas a entregar-lhes os bens, ou “aproveitando-se da ausência de vigilância”, introduziam-se nas habitações.

Um dos indivíduos cumpre pena de prisão por outros crimes no Estabelecimento Prisional de Beja, quatro estão sujeitos a permanência na domiciliária, com pulseira eletrónica e os restantes quatro a apresentações periódicas e proibição de se ausentarem do concelho de residência.

Teixeira Correia

(jornalista)

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