Beja: Grávida obrigada ir para o hospital de Évora, teve uma menina.

“Tudo está bem quando acaba bem” é adágio que se pode aplicar ao facto da mulher grávida que obrigada ir para o hospital de Évora, e teve uma menina, uma hora depois de entrar na unidade de saúde.

Uma hora depois de ter chegado ao Hospital do Espírito Santo, em Évora, tendo pelo meio feito a triagem, a mulher que foi obrigada a viajar com o marido no próprio carro, deu à luz o terceiro filho, uma menina, batizada com o nome de Joana, com um peso de 3,400 quilos.

Tudo começou pouco passava das 19,00 horas de terça-feira, quando Ana Rita, 37 anos, se deslocou ao Serviço de Urgência (SU) do Hospital de Beja e pela falta de médicos da especialidade de Obstetrícia, que estava vigente desde as 06,00 horas desse dia, até às 08,00 horas de ontem, o que sucedeu pela quinta vez desde o início do corrente ano.

À mulher grávida de 40 semanas, foi recusada a inscrição e observação por um médico de serviço no SU, tendo sido transportada pelo marido, operacional dos bombeiros de Beja, deu entrada no Hospital de Évora às 21,42 horas e uma hora depois deu à luz a menina.

Na página online da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA), o conselho de administração publicou um comunicado onde referia que estava assegurava “a urgência interna da especialidade, assim como o serviço emergente por uma equipa médica cirúrgica”, que após a notícia de ontem do Lidador Notícias (LN), foi apagado.

Na tarde de terça-feira, quando o caso ainda se desenrolava nos corredores da unidade de saúde de Beja, contatada pelo LN, a presidente do concelho de administração da ULSBA, assegurou desconhecer a situação, já que: “estou de férias e não dou o contato do Diretor Clínico, porque este já saiu de serviço”, justificou.

O facto é estranho, tendo em conta que durante o dia de terça-feira, três grávidas deram entrada no SU do Hospital de Beja foram inscritas, observadas e depois transportadas para Évora, em ambulâncias dos bombeiros.

Pelo caminho e para precaver qualquer situação anormal, um amigo contatou os bombeiros de Portel, a meio caminho entre Beja e Évora, que estavam prontos para assistir a mulher caso iniciasse os trabalhos de parto.

Revoltado, Domingos Vareta, marido da parturiente revelou ao LN, que vai redigir no Livro de Reclamações um protesto contra o tratamento à mulher no Hospital de Beja. “Primeiro faço-o em Évora e depois em Beja pela lamentável situação. Fomos tratados de forma indigna por um médico. Sou bombeiro e dou a vida para ajudar os outros e fui humilhando”, diz agastado. Mãe e filha estão bem, devendo deixar amanhã a maternidade do Hospital de Évora.

Recorde-se que no passado dia 9 de junho, uma mulher deu à luz uma menina, numa ambulância dos bombeiros de Aljustrel, que teve que parar um posto de combustível da vila, por falta de médico obstetra no hospital de Beja.

Teixeira Correia

(jornalista)

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