Beja: Diocese não criou comissão de proteção de menores, como manda o Papa.

A Diocese de Beja é uma das que ainda não criou a comissão de proteção de menores, não estando a cumprir a determinação tomada pelo Papa após uma cimeira inédita com os presidentes das conferências episcopais de todo o Mundo, em fevereiro passado.

Segundo o Jornal de Notícias (JN) quase seis meses depois da entrada em vigor das novas normas impostas pelo Papa Francisco para a proteção de menores vítimas de abusos sexuais na Igreja Católica, das 20 dioceses, apenas seis têm constituídas e a funcionar as comissões multidisciplinares para receber, analisar e encaminhar as queixas.

O decreto papal produziu efeitos a partir de 1 de junho, e a Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) decidiu, em maio, que a medida era mesmo para cumprir até junho de 2020. As primeiras a serem criadas foram as das Dioceses do Porto e Lamego, depois as de Lisboa, Évora a funcionar desde Julho e as de Bragança-Miranda e Funchal desde setembro. Em Constituição estão as de Fátima-Leiria e Vila Real.

Segundo o JN, no “Motu Proprio” com as novas normas para a proteção de menores vítimas de abusos na Igreja, o Papa determina que as autoridades eclesiásticas devem empenhar-se para que os denunciantes sejam tratados “com dignidade e respeito”. O decreto papal delibera ainda que os religiosos são obrigados a reportar eventuais casos aos superiores hierárquicos.

Na Diocese de Beja, o Bispo D.João Marcos (à direita do Papa, com o seu antecessor D.António Vitalino), ainda não deu cumprimento a determinação do Papa Francisco sobre a criação da comissão de proteção de menores.

Recorde-se que no final do passado mês de outubro, foi D.João Marcos que tornou público o decreto da Santa Sé, que tinha sido assinado em 12 de julho, onde era comunicada a decisão de encerrar o Carmelo da cidade.

Teixeira Correia

(jornalista)

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