Beja: Cidadãos de Leste ocupam ilegalmente instalações devolutas de parque de diversões.

O antigo parque aquático de diversões “Beja Aquática”, localizado na aldeia de Nossa Senhoras das Neves, concelho de Beja, junto à Estrada Nacional 260, tem servido de abrigo a imigrantes.

Na sua maioria de cidadãos romenos, que se deslocaram para a região para mais campanha de apanha de azeitona, que aproveitam o abandono do local com vidros partidos e portas arrombadas, nomeadamente aquele que era o amplo espaço da cafetaria, para colocaram colchões e à noite utilizam o espaço como dormitório.

A Junta de Freguesia de Nossa Senhoras das Neves, está atenta ao problema e já alertou a Câmara Municipal de Beja e a GNR. A autarquia já chegou à fala com o proprietário, no sentido do local ser vedado, mas tudo continua na mesma. Em abril de 2014, numa das dependências do parque deflagrou um incêndio, que na altura os populares afirmaram à GNR ser utilizado por jovens conotados com o consumo de estupefacientes.

O espaço construído pelo empresário algarvio de construção civil Francisco Contreiras, foi inaugurado em maio de 1989, mas três anos depois encerrou de forma definitiva por falta de clientes. A partir daí o espaço ainda serviu para algumas iniciativas do clube da terra e no espaço anexo em terra batida, ainda se realizaram algumas das edições das festas anuais da aldeia, e foi depois vetado ao abandono. Há cerca de uma década o então presidente da Junta de Freguesia reuniu com o proprietário do imóvel para se encontrar uma solução para o espaço, mas, não deu em nada.

A invasão das instalações ao abandono preocupa o autarca de Nossa Senhora das Neves, Jorge Mata, que logo que teve conhecimento da utilização indevida do espaço comunicou às autoridades. “Informei a GNR, que se deslocou ao local e oficiei a Câmara para que sejam tomadas medidas antes que existam problemas graves com a população, roubos e agressões, ou mesmo entre eles”, justificou.

O edil ainda tem presente uma discussão que terminou em agressões com uma arma branca, ocorrida na aldeia no passado dia 18 de maio, que envolveu três cidadãos romenos, que estavam alcoolizados e que terminou com dois feridos, um em estado grave e que levou a que agressor ficasse em prisão preventiva.

O presidente da Câmara Municipal de Beja, confirmou ter sido “alertado” pelo edil de Nossa Senhoras das Neves e que o “espaço já foi alvo de uma vistoria”, apresentado “poucas condições de segurança, caso exista alguma tempestade, que pode causar danos em residentes e condutores e viaturas que circulem na EN260”, concretizou.

O edil acrescentou que técnicos da autarquia “já fizeram um contato com o proprietário do espaço” para que o mesmo possa ser “entaipado, vedado ou demolido”, justificando que a edilidade “não coloca de parte a posse administrativa do parque”, para concretizar uma das três soluções propostas”, rematou.

Paulo Arsénio, revelou que o proprietário terá mostrado interesse em “lotear o espaço para habitação”, mas que o mesmo está licenciado “para outra atitivade”, no caso, comércio e serviços.

Tal como em outras situações, se tal não suceder, a autarquia pode substituir-se ao proprietário, efetuando a obra e depois debitar o custo aos mesmos.

Fonte da GNR confirmou que “esteve no local e levou a que as pessoas abandonassem o espaço”, tendo tido “uma ação de prevenção e não de repressão”, por se trata de uma situação “muito sensível por envolve seres humanos”, justificaram.

Recorde-se que a GNR tem em marcha desde o dia 29 de outubro a “Operação-Campo Seguro-Fase II”, data em que teve início mais uma campanha de apanha de azeitona e que trás para os campos do Alentejo centenas de cidadãos de leste, na sua maioria romenos, para fazer esse trabalho.

Teixeira Correia

(jornalista)

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