Beja: Centro de Saúde 1 atira material hospitalar para a via pública.

A ULSBA vai proceder a um inquérito interno para apurar quem foi a(s) pessoa(s) do Centro de Saúde Beja 1, que atirou ontem material hospitalar para a via pública.

O Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA) “vai proceder a um inquérito interno para apurar responsabilidades” no despejo de material hospitalar, pertença do Centro de Saúde Beja 1 (CSB1) em plena via pública e a céu aberto, ocorrido ao final da manhã de ontem.

Foram deixadas ao alcance de crianças ou adultos, vários tipos de pinças, humidificadores de oxigénio, frascos para utilizar em farmácias ou enfermarias com álcool ou tipo de substâncias liquidas, um especulo e várias caixas de papéis para as mãos.

A deliberação da ULSBA ocorreu depois de questionada pelo Lidador Notícias (LN), sobre o despejo do material no exterior de um molok colocado no estacionamento da Segurança Social, numa zona habitacional conhecida como o Bairro dos Falcões.

A administração questionou a responsável do CSB1, Margarida Brito, que o “material em causa estava acondicionada na cave do edifício, nunca tendo sido utilizado, já que a validade havia expirado”, acrescentando que o mesmo “não constituiria risco para a saúde pública”, rematou.

A ULSBA, que tem como presidente Conceição Margalha, lamentou e pediu desculpas pelo sucedido, reiterando que “serão apuradas as responsabilidades por este caso isolado”. Para o órgão máximo responsável pela gestão dos Centros de Saúde no distrito de Beja, a situação que reportou como “anómala”, não decorre de “qualquer norma em vigor, nem de ordem de serviço pontual por parte do órgão executivo”, concluíram.

A ULSBA defende ainda que o abandono do lixo hospitalar nas ruas “configura uma prática” que vai contra “as boas práticas” levadas a cabo pela instituição “e devidamente acompanhadas pelos prestadores de serviços”, que colaboram com aquela instituição.

O despejo do material hospitalar pertença do Centro de Saúde de Beja 1, ocorreu pouco antes das 13,00 horas e depois de muitos transeuntes terem verberado a situação e o LN ter iniciado a investigação do caso, o mesmo foi recolhido e levado para lugar não revelado pela ULSBA.

No local, cerca das 14,00 horas, o nosso jornal presenciou uma funcionária do CSB1, a transportar um saco de lixo preto, cujo conteúdo não foi possível apurado, e atirar o mesmo para o interior mesmo molok, onde antes o material hospitalar sido abandonado na via pública.

Teixeira Correia

(jornalista)

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