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Beja: Catarina Martins, Coordenadora do BE, defende que “ninguém pode ficar para trás”.

Catarina Martins, Coordenadora do Bloco de Esquerda, este em Beja na apresentação do candidato à Câmara de Beja, José Pedro Oliveira, onde os temas nacionais dominaram o seu discurso. Sobre Beja justificou que precisa de “uma resposta decente” sobre o transporte ferroviário.

Com a sede da candidatura do PSD e as fotos candidatos Pinela Fernandes, à Câmara de Beja nas Autárquicas de 1 de outubro, na apresentação do candidato local do Bloco de Esquerda (BE), José Pedro Oliveira, Catarina Martins, falando sobre o Orçamento de Estado para 2018 que apesar “das mudanças muito tímidas”, depois dos muitos cortes que os portugueses sofreram do anterior Governo, “chegou o tempo de não deixar ninguém para trás”.

A Coordenadora bloquista, recordou os compromissos assumidos em novembro de 2015, com o PS para sustentar o Governo de António Costa. “Uma das linhas que tem para dirigir esses compromissos, passam pelo aumento de pensões”, justificou.

Catarina Martins falou também sobre o Salário Mínimo Nacional (SMN), os escalões do IRS impostos por Vítor Gaspar, as discussões dos Grandes Investimentos e do racismo contra os ciganos, mas foram os professores que mereceram a grande defesa de Catarina.

“Façamos o passo decente, que é vincular ao quadro os 11.000 professores que todos os anos são contratos”, justificou. Catarina Martins defendeu que “não tem sentido as escolas precisarem desses professores e todos os anos é o mesmo cenário. Insegurança, ansiedade e coração nas mãos por parte desses profissionais”, acrescentando que “este é o momento de criar mais e melhor escola pública. É uma questão de escolha”, rematou.

Sobre o IRS, Catarina atacou Vítor Gaspar que “cobrou mais impostos a quem mais trabalhava e menos ganhava”, defendendo que “é necessário criar mais escalões e aliviar quem mais trabalhou e mais pagou”, acrescentando que para o BE a justiça social faz-se “ao cobrar mais impostos aos salários mais altos e ao capital”, concluiu.

Sobre os Grandes Investimentos virou-se para Beja e para a necessidade de “uma resposta decente ao nível do transporte ferroviário”, acrescentando que produzir no Alentejo mais barato e transformar em outro local “é condenar a agricultura”, rematou.

Sobre uma das polémicas que marcaram os últimos tempos em Beja, envolvendo a comunidade cigana, Catarina Martins sustentou que “o racismo e a ciganofobia, não são bons conselheiros e não resolvem problemas”, justificando que não se podem “copiar atos da Direita”, numa clara alusão às palavras de André Ventura, candidato do PSD à Câmara de Loures.

No discurso da líder bloquista, as Cativações Orçamentais do Governo, estiveram proporcionalmente iguais aos aviões no aeroporto de Beja, “não aterraram”.

Teixeira Correia

(jornalista)

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