Beja: Casal de burlões das notas falsas, apanha 5 anos de prisão, mas fica em liberdade.

Saiu em liberdade o casal de burlões de notas falsas, apesar de o ter ouvido a presidente do Coletivo de Juízes, Mariana Piçarra, aplicar-lhes a pena de cinco anos de prisão, mas com pena suspensa pelo mesmo período.

Jaime Barroso, de 63 anos, e Ana Maria Pinto, de 48 anos, foram condenados por terem praticado em co-autoria, um crime de contrafação de moeda, tendo sido absolvidos do crime de passagem de moeda falsa.

Justificando a absolvição do último dos crimes, a magistrada justificou que o casal “só passou 4 das 50 notas falsas que tinham na sua posse, com um lucro em notas verdadeiras de 110 euros”, concluiu.

Na anterior sessão e antes das alegações finais Jaime e Ana Maria já tinham visto ser extinta a acusação de quatro crimes de bula simples, por acordo com as comerciantes burladas com as notas falsas, a quem pagaram em pleno tribunal.

O casal vive na Praia da Rocha, em Portimão, na companhia de dois filhos da mulher resultante de uma anterior relação, aquando da detenção em 13 de novembro de 2017, na vila de Cuba, fazia-se transportar num luxuoso Mercedes, modelo E270-CDI, que foi apreendido tal como os dois telemóveis do casal.

Na ocasião foram ainda confiscados 1.300 euros em notas falsas de 50 euros, 262,89 euros em moedas e notas verdadeiras, provenientes das burlas efetuadas, quatro notas de 10 suid afrikaanse (moeda de Africa do Sul), uma nota de 500 afghanis (Afeganistão), uma nota de 10 intis (Perú) e uma nota de um dólar americano (Estados Unidos).

Jaime e Ana Maria têm cadastro por burla e emissão de cheques sem provisão, e sobre eles pendem 22 processos crimes, cujos NUIPC’s foram abertos por queixas na PSP de Lisboa, e encontravam-se em prisão preventiva. Ele no Estabelecimento Prisional de Beja e ela no Estabelecimento Prisional de Odemira, destinado a mulheres.

Teixeira Correia

(jornalista)

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