Beja: Câmara reabre monumentos religiosos na cidade a partir de 1 de agosto.

Câmara Municipal de Beja assumiu, de forma transitória, a abertura, a partir de 1 de agosto, da Ermida de Santo André, Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres e Capela de Nossa Senhora do Rosário, substituindo no processo a “APT – Associação Portas do Território”, que ter novo novos formalismos jurídicos de gestão.

Na sua página de facebook, o presidente da Câmara de Beja, aborda a questão da gestão da “APT – Associação Portas do Território”, e da reabertura de alguns espaços religiosos encerrados.

Paulo Arsénio justifica que “tendo a nova C.M.Beja herdado uma situação muito, muito complexa no âmbito da “APT – Associação Portas do Território”, na qual partilha responsabilidades várias com a Diocese, no que concerne a manutenção/abertura de alguns espaços de carácter religioso da cidade, podemos avançar que as coisas começam a solucionar-se”.

A autarca justifica que se “realizaram no início de Julho eleições para os novos órgãos sociais da APT” e, enquanto decorrem os formalismos para instalação em termos jurídicos legais, “foi desde logo decidido reabrir um conjunto de espaços da cidade que há muito se encontravam encerrados e que irão valorizar – e de que maneira – a oferta cultural e turística da cidade”.

Dessa forma a Diocese já reabriu a Igreja do Pé de Cruz e a Sé Catedral de Beja e a CM Beja irá assegurar de forma transitória, a partir de 1 de agosto, a abertura dos seguintes espaços:
– Ermida de Santo André – de Terça-Feira a Sábado entre as 10.00 e as 13.00h.;
– Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres (na foto) – de Terça-Feira a Sábado das 14.30 às 18.30h.;
– Capela de Nossa Senhora do Rosário – de Terça-Feira a Sábado das 10.00 às 13.00h e das 14.30 às 18.30h;

Estes horários estarão em vigor até 31 de outubro podendo ser revistos a partir de 1 de novembro, data em que a APT se substituirá à CM Beja na responsabilidade de abertura dos espaços acima identificados.

O autarca justifica ser importante “Valorizar e Promover Beja”, voltando a colocar à disposição de munícipes e visitantes “o que de melhor temos para mostrar, é algo por que nos batemos e para que tentamos encontrar diariamente soluções, nem sempre fáceis/possíveis”.

A terminar, Paulo Arsénio sustenta que “em diálogo com as instituições para que em conjunto possamos construir um Concelho do qual nos orgulhemos cada vez mais”, rematou.

Caso laboral nas “Portas do Território”.

Em janeiro do corrente ano, o Juízo do Trabalho de Beja (JTB) condenou a Associação de Desenvolvimento Regional Portas do Território (APT), a pagar a um trabalhador, uma indemnização de 10.084,34 euros, acrescida de juros, por falta de pagamento de vencimentos de maio a julho de 2017 e outras subvenções.

António Gonçalves, 35 anos, era funcionário da Associação Portas do Território (APT), estando colocado como porteiro/guarda da Igreja dos Prazeres-Museu Episcopal de Beja, desde agosto de 2010, e nos últimos três meses em que trabalhou para a instituição, não recebeu qualquer vencimento.

Em outubro do ano passado, o trabalhador deu entrada com um ação judicial no JTB, tendo a juíza Catarina Serra reconhecido agora “a existência de justa causa de resolução do contrato de trabalho”, justificando que a ré “faltou injustificadamente a uma audiência das partes e não contestou” as exigências do queixoso.

A magistrada acrescentou que “em face da prolação de sentença fica sem efeito a audiência de discussão e julgamento”, condenando a Portas do Território a indemnizar o trabalhador.

A APT foi criada em 2008 pela Diocese/ Departamento do Património Histórico e Artístico (DPHA) e a Câmara Municipal de Beja, com o fim de “valorizar os recursos existentes e concorrer a fundos comunitários para a salvaguarda e a promoção do património”.

No dia 24 de abril de 2017, sem que nada o fizesse esperar, o bispo de Beja, D.João Marcos extingue o DPHA e a direção da APT, constituída por membros das instituições fundadoras, demitem-se e ninguém assume responsabilidades.

Teixeira Correia

(jornalista)

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