Beja: Associação criminosa julgada por furto de animais em montes no Distrito.

Um grupo de quatro indivíduos, com idades compreendidas entre os 23 e os 50 anos, está a ser julgado no Tribunal de Beja, por terem levado a cabo durante o ano de 2017, pelo menos dez furtos de gado e aves em montes no Distrito de Beja.

Foram visados aglomerados isolados nos concelhos de Odemira (Monte Novo da Gurita/Fornalhas Velhas), Ourique (Monte Coito/Panóias, Monte Vale Romeiras/Ourique, Monte dos Malveiros/ Santa Lúzia, Monte da Ferraria/Panóias), Aljustrel (Monte Vale Leitão/Aljustrel, Monte Ortiga/Aldeia dos Elvas-Messejana) e Ferreira do Alentejo (Monte Alta Vasca/Figueira de Cavaleiros, num valor a rondar os 27.000 euros.

Mário J., 50 anos, residente em Frielas (Loures), Paulo B., 35 anos, no Bairro da Ameixoeira (Lisboa), António C, 48 anos e Rúben C, 23 anos, pai e filho, moradores na Gâmbia (setúbal), estão acusados dos crimes de associação criminosa, furto qualificado em co-autoria e o cabecilha, o homem mais velho, ainda dos crimes de abate clandestino e detenção de arma proibida.

O gangue planeava os furtos, vigiava os alvos faziam o abate ilegal dos animais que posteriormente vendiam e dividiam entre si os lucros. Todos os arguidos tinham tarefas bem definidas, mas todos alinhavam nos furtos. António e Rúben, vigiam a rotina dos e das propriedades, Paulo, disponibilizava e conduzia a carrinha onde eram transportados os animais e Mário, que chefiava o grupo, dava as ordens sobre os furtos, recolhia, armazenava e vendia os animais e distribuiu o dinheiro resultante das vendas.

Nos furtos realizados em oito montes, já que dois foram visitados por duas, o grupo levou 3 bovinos, 114 caprinos, 129 ovinos e 140 aves, num valor que a investigação apurou de 26.950 euros. A GNR desmantelou o grupo, no dia 10 de agosto do ano passado, depois de um assalto a um monte em Panóias, concelho de Ourique, quando este transporta 42 cabeças de gado caprino furtado.

Nas buscas domiciliárias efetuadas aos arguidos, na residência de Mário J., em Frielas, a GNR veio a descobrir um barracão, que funcionava como local de abate de animais, sem licenciamento, cuja carne era vendida a terceiros a ali se deslocavam para o efeito. Foram ainda apreendidos diverso material incriminatório dos furtos, como brincos, chocalhos, peles marcadas, pertencentes aos ovinos caprinos e bovinos furtados.

Numa das sessões do julgamento, uma testemunha de acusação foi conduzida desde Almada sob detenção para prestar declarações, tendo entrado no tribunal, vestindo uma farda de uma empresa de segurança privada.

Teixeira Correia

(jornalista)

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