Baleizão/ Beja: Esteve em prisão preventiva quase um ano e foi absolvido de oito crimes.

Acusado de violar a filha e agredir o filho, um cidadão moldavo, esteve em prisão preventiva quase um ano, foi absolvido e libertado.

Ivan Moga, cidadão moldavo de 43 anos, esteve em prisão preventiva durante 340 dias no Estabelecimento Prisional de Beja, acusado de oito crimes perpetrados contra os dois filhos, uma rapariga e um rapaz, ambos de 18 anos.

O cidadão de Leste estava acusado de dois crimes de violação agravada, dois de ofensa à integridade física qualificada, dois de ameaça agravada e dois de coação,

O julgamento foi realizado no Juízo Central Criminal de Beja perante um Tribunal Coletivo presidido pela juíza Carla Pereira e durante a litura do acórdão a magistrada referiu que o tribunal “não conseguiu convencer-se dos factos constantes da acusação”, justificando que “há excertos contraditórios” nos depoimentos dos filhos que “levaram a duvidar da existência dos crimes de violação por parte do arguido”, sustentou.

A juíza acrescentou que “apesar de ter sido violada na Moldávia foi ideia da vítima vir para Portugal com o progenitor, sustentando Carla Pereira que “o relatório pericial feito dois dias após o despoletar da situação não conformaram qualquer ato sexual”, concluiu.

Após ouvir a leitura do acórdão Ivan Moga saiu em liberdade e num bom português, ao Lidador Notícias revelou que “vou falar com amigo e ficar a trabalhar na região”, justificando que os filhos “não estavam bons da cabeça”, rematou.

O cidadão moldavo chegou a Baleizão, concelho de Beja, no dia 6 de novembro de 2018, com os dois filhos para trabalhar na agricultura, passando a viver numa casa com mais 14 pessoas compatriotas.

Na tarde de 18 de novembro, o filho, o patrão/angariador de origem romena e outros moldavos que viviam na mesma habitação, pegaram no indivíduo deslocaram-se ao Posto e Destacamento do Comando de Beja da GNR, onde o entregaram e formalizaram a queixa por violação e outros crimes. Depois de averiguar os contornos do caso, a GNR fez uma participação à Polícia Judiciária (PJ) que no dia seguinte deteve o suspeito.

Teixeira Correia

(jornalista)

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