Almodôvar: Jovens holandeses institucionalizados julgados por vaga de furtos.

Jovens holandeses institucionalizados na associação “Progresso”, em Almodôvar, julgados por vários furtos. Um dos acusados está em prisão preventiva. Um quarto suspeito era menor e escapa a julgamento.

Três jovens de nacionalidade holandesa, institucionalizados na Progresso-Associação para Apoio e Acompanhamento de Jovens em Portugal, em Almodôvar, vão ser julgados pela co-autoria de forma consumada de cinco crimes de furto qualificado e um crime de furto e uma contra-ordenação por detenção de arma proibida.

Siem de Waal, de 18 anos, preso preventivamente no Estabelecimento Prisional de Leiria, Jacob Hoeskstra, de 17 anos, em prisão domiciliária com vigilância eletrónica e Alexander Folkers, de 19 anos, em liberdade, vão ser julgado no Tribunal de Beja, por um Coletivo de Juízes, arriscando penas de prisão superiores a cinco anos.

Yilbert Alberto, também holandês, que à data dos factos contava 15 de idade, por ser inimputável, não vai responder criminalmente pelos atos praticados em conjunto com os outros três compatriotas.

Os factos remontam a maio de 2018, quando os quatro jovens residiam no Monte da Lebre, na União de Freguesias de Santa Clara-a-Nova e Gomes Aires (Almodôvar) pertencente à Progresso, sendo os únicos a habitar no local, além dos monitores e protagonizaram vários furtos em montes e estabelecimentos comercias.

Na madrugada de 10 de maio do ano passado, deslocaram-se a pé ao Monte Novo dos Corrais, na vizinha freguesia de Aldeia dos Fernandes, e aproveitando a ausência do proprietário, furtaram armas e a chave de um jeep, que esconderam numa casa abandonada noutro monte isolado.

A partir dessa data, o grupo juntava-se, aproveitam-se das chaves furtadas levavam o jeep que estava aparcado no monte e promoviam os furtos. Depois deixavam os bens na casa abandonada, “entregavam” o jeep no outro monte e regressavam a pé ao local de residência.

No primeiro furto a um café de uma gasolineira, levaram uma registadora, o dinheiro que estava no interior e diversas garrafas de bebidas e produtos comestíveis, no montante de 2.500 euros. Dias depois, com o mesmo estratagema regressaram ao estabelecimento e levaram a máquina de venda de tabaco, com cerca de 800 maços e dinheiro no interior, num montante de 8.000 euros.

Alarmada com os furtos a GNR fez “uma batida” pelos vários montes e no dia seguinte ao segundo furto, descobriu os vários bens furtados na casa abandonada no Monte da Abóboda. Três dias depois, em 21 de maio, os militares do NIC de Almodôvar fizeram uma busca no monte onde os jovens viviam e descobriram diversos produtos que os ligavam aos furtos na gasolineira. A associação Progresso, acolhe jovens estrangeiros com problemas de dependência de estupefacientes.

Teixeira Correia

(jornalista)

Share This Post On
970x90_logo