A26: Novo passeio/protesto pela abertura da via que liga à A2.

No próximo domingo, 1 de dezembro, Dia da Restauração da Independência de Portugal, realiza-se mais um passeio/ protesto pela abertura do troço da A26.

Este será o quarto protesto que junta bicicletas, motas e automóveis, que tem sido dinamizado pelo cidadão Carlos Azedo, professor da Escola Secundária de Serpa, que habitualmente sai da “Cidade Branca” e pelo caminho “vai apanhando” aderentes à exigência de abrir o troço da A26, entre a Malhada Velha, no concelho de Ferreira do Alentejo, e o nó de Grândola Sul da A2, que custou 50 milhões de euros e está concluído há dois anos e ainda encerrado ao trânsito automóvel.

Por mail, em conforme de apoio e convocatória de manifestantes, Florival Baioa, do “Movimento Beja Merece +”, justifica que “mais uma vez a teimosia está na estrada, dia 1 de Dezembro,o tal da Restauração, terá a força da independência dos cidadãos. Uns querem desistências com o silêncio,outros querem chatear,porque têm razão, a cabeça de quem só dá o silêncio”.

No documento é ainda referido que “mais um DIA de A/26 ,,, da teimosia regional. Temos o direito à auto-estrada. Será desta que vamos andar de bicicleta e dar uma voltinha a pé pela auto-estrada do esquecimento?”, estando o programa assim delineado: 9,00 horas – encontro de bicicletas na rotunda de LISBOA/FAP, 10,00– horas encontro de automóveis e motas, na ROTUNDA de LISBOA/FAP, 10,20 – bica em FIGUEIRA dos CAVALEIROS e 11,00 – concentração na A/26.
Recorde-se que o primeiro passeio/protesto ocorreu no dia 24 de agosto, com oss militares da GNR a “receber” os ciclistas na rotunda de acesso ao troço levando a cabo “uma operação de controlo de tráfego rodoviário”, mandando parar os condutores e a inspecionar documentos e viaturas. O comandante da força presente, capitão Jorge Massano, informou os manifestantes que “não é possível circular no mesmo por estar encerrado e muito menos de bicicleta”, justificou o oficial.
Mais duas presenças no acesso A26, em 24 de setembro e 20 de outubro, esbarraram na “impossibilidade legal” referida pelos militares da GNR.
Teixeira Correia
(jornalista)
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